Blog sobre futebol, voltado para as mulheres

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Nunca houve um homem como Heleno

Hoje trago a vocês uma indicação de um livro sobre um ídolo do futebol brasileiro (ídolo absoluto do Botafogo na era pré Garrincha).

O nome do livro é “ Nunca houve um homem como Heleno”, que recentemente ganhou um filme, onde Heleno de Freitas é interpretador por Rodrigo Santoro.

A história de Heleno de Freitas é narrada pelo autor Marcos Eduardo Neves, que conta de forma simples, mas não menos interessante, as aventuras de Heleno dentro e fora de campo.

Em “Nunca houve um homem como Heleno”, o autor nos apresenta a vida desse craque, do seu gosto pela leitura, o seu temperamento irritadiço e que as vezes (muitas) o tiravam de campo, por sua paixão pela noite, rapaz de boa aparência conquistava muitas mulheres, seja por ser um ótimo dançarino, pelo seu charme ou simplesmente por ser um jogador de futebol famoso.

Antes de assistir o filme, é recomendado (e muito) que você leia o livro, que possuí uma riqueza de detalhes enorme, seja pela ditadura que se instaurava no Brasil ou pela guerra que levou alguns jogadores de futebol (como Geninho por exemplo) para a batalha.

Espero que vocês go

stem da sugestão e depois contem o que acharam do livro pelos comentário.

Até mais

@tiagosemh

@futesalto

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Esquema Tático

Sei que estão acostumados com meus posts sobre Grandes Ídolos do Futebol, só que hoje resolvi mudar e falar sobre Esquemas Táticos.

O esquema tático é a forma que o técnico escala sua equipe dentro de campo, cada um tem um estilo de jogo e o esquema tático depende também da orientação que o jogador recebe.

O principal intuito é atacar e defender com a mesma eficiência. Alguns mais ofensivos outros mais defensivos e com diferentes formas de se tornar equilibrado.

Como cada técnico tem suas preferências vou falar apenas de alguns, já que existem esquemas não tão usados, estes são usados geralmente por times pequenos.

Carrossel Holandês

Em 1974 a seleção Holandesa usou um esquema tático que muitos definem como perfeita. O técnico e gênio Rinus Michels criou 3 fundamentos que espantaram o mundo futebolístico. Sua tática ficou conhecida como Futebol Total.

O time marcava o adversário ainda no campo de defesa anulando a tentativa de ataque. Avançava seus jogadores de defesa, todos juntos, em linha, deixando os atacantes adversários impedidos na hora do lançamento. Fazia com que seus jogadores trocassem de posição por diversas vezes no jogo impedindo assim uma marcação individual. A qualidade dos passes de cada jogador holandês, e o domínio da posse de bola foram às características que fizeram o esquema dar certo. Tendo o controle da bola e não errando passes o time podia fazer as trocas verticais o que deixava a equipe adversária desnorteada com aquele corre-corre com variações de toques curtos e lançamentos.

2-3-5

Considerado o esquema mais ofensivo do futebol, pode ser chamado de pirâmide, os jogadores são escalados da seguinte forma: 2 zagueiros, 3 meias ofensivos e 5 atacantes. A atuação do ataque consiste em, 2 meias um pouco recuados, 2 pontas bem abertos e o centro-avante artilheiro. O risco desse esquema é o contra-ataque.

4-2-4

Baseado no ataque. Dizem o esquema foi criado pelo São Paulo Futebol Clube utilizado nas décadas de 40 e 50, não só pelo time mais também pelos adversários. 4 defensores, 2 meio-campos e 4 atacantes.

Os laterais atuam na defesa auxiliando os zagueiros e por isso não avançam muito. Quando o time não esta atacando 2 dos 4 atacantes retornam para auxiliar os meio campistas.

5-3-2

Tática defensiva criada nos anos 90. Utilizada para segurar algum resultado, ou quando se tem algum jogo difícil. Os defensores contam com os laterais, há o líbero, e mais dois zagueiros. Os meias avançam junto com os atacantes e também voltam, os atacantes permanecem na mesma posição. Nunca os dois laterais avançam.

Esquemas mais utilizados.

3-5-2

Opção menos defensiva que o 4-4-2. É um esquema com 3 jogadores na defesa (o ultimo jogador da defesa é conhecido como libero, desarma o adversário, orienta a defesa e cria jogadas de ataque) 5 jogadores no meio-campo e 2 jogadores no ataque.

4-5-1

Permite uma melhor distribuição dos jogadores em campo. Normalmente os jogadores ficam atrás da linha da bola participando diretamente da marcação. Permite uma transição rápida para o ataque.  4 defensores (2 zagueiros centrais e 2 laterais), 5 jogadores de meio-campo e apenas 1 atacante,

4-4-2

Muito utilizado principalmente aqui no Brasil, permite uma variação de posicionamentos, principalmente do meio de campo para frente, os 2 laterais se alternam no momento do apoio ao ataque, 1 volante mais centralizado e outro que faça a cobertura dos laterais, 2 meias que participam da marcação e chegue bem a frente, 1 atacante mais “de área” e outro com boa movimentação. Tem boa distribuição dos jogadores em campo, pode ser ofensivo ou defensivo com pouca alterações.

4-3-2-1

Esquema utilizado pelas 3 melhores seleções da Copa do Mundo de 2010, inclusive as finalistas Holanda e Espanha. É um sistema tático bastante equilibrado que pode sofres variações a partir da posse de bola. Consiste em uma linha de 4 defensores (2 zaqueiros e 2 laterais) 2 volantes 3 meias ou meias-atacantes e 1 centroavante.

O que acharam? Faltou algum esquema tático importante na opinião de vocês?

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@karoldayane

O maestro da Folha Seca: Didi

Waldir Pereira, mais conhecido por Didi, é considerado um dos melhores e mais elegantes jogadores de futebol de todos os tempos. Como jogador, passou por clubes como Fluminense, Botafogo, São Paulo e Real Madrid. No Fluminense ganhou o apelido de “O Principe Etíope” dado pelo grande dramaturgo Nelson Rodrigues, que era torcedor fanático do clube das Laranjeiras.

No Botafogo de Futebol e Regatas participou daquele antológico time que contava com craques e lendas do futebol como: Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. Ainda pela Estrela Solitária chegou a conquistar o tricampeonato carioca em 1957, 1961 e 1962.

No Real Madrid, formou um trio de ataque dos sonhos completado por Di Stéfano e Puskas. No entanto, no clube merengue, não pode mostrar todo seu futebol, segundo comentários de bastidores era vítima de perseguição pelos próprios companheiros em um movimento que era liderado por Di Stéfano.

Pelo São Paulo também não brilhou muito, o elenco era extrememanete limitado, pois o tricolor estava mais empenhado na contrução de seu estádio, do que na formação de um time forte que tivesse condições de disputar títulos. Mas, foi pela Seleção Brasileira que ele se consagrou, campeão dos Mundiais de 1958 e 1962, sendo eleito o melhor jogador deste primeiro, Didi não era somente um maestro em campo, também é o criador da “Folha Seca”, terror dos goleiros adversários, essa técnica consisitia em um poderoso chute de trivela que era tanto imprevisivel quanto fatal, considerada sua marca registrada, esse lance o acompanhou pelo resto de sua carreira de jogador profissional, ela ficou conhecida após uma partida contra a Seleção do Peru em jogo válido pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 1958, após isso difundiu-se pelo mundo, mas nunca houve quem conseguisse executá-la com tanta destreza e classe como seu criador. O jogador ainda carrega em seu currículo a proeza de ter sido o autor do primeiro gol no Maracanã em 1950, na oportunidade ela defendia a Seleção Carioca.

Após pendurar as chuteiras, Didi investiu na carreira de técnico, tendo inclusive participado de mais uma Copa do Mundo, em 1970 foi técnico da Seleção do Peru no torneio mundial que estava sendo disputado no México, curiosamente a primeira partida na Copa foi justamente contra a Seleção Brasileira, que deu um chocolate de 4 á 2 em cima dos peruanos. Como terinador ele ainda trabalhou em clubes como: Sporting Cristal (Peru), Fenerbaçe (Turquia), Fluminense, Botafogo e Cruzeiro.Presença constante e obrigatória em todas as listas de melhores jogadores do século XX, o mestre da folha seca morreu aos 71 anos no Hospital Público Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, em 12 de Maio de 2001. Didi, foi mais um de sua geração brilhante que morreu praticamente na miséria, mas, como diria Nénem Prancha, ex-roupeiro do Botafogo e um profundo conhecedor do futebol “Quem o vê andando pela rua, mesmo sem saber quem é, diz logo: esse crioulo é algum troço na vida”.



@dai_reginato

Divino, Ademir da Guia.

Um jogador que atuava com classe e habilidade! É assim que começo o post sobre Ademir da Guia. Muitas pessoas acham que o maior ídolo do Palmeiras é o goleiro Marcos, concordo que o goleiro é um dos ídolos Palmeirenses e que já teve momentos decisivos com o clube, mais tenho certeza que o maior ídolo de toda a historia do time é, o “Divino” que vestiu a camisa por mais ou menos 16 anos, e não é a toa que tem um busto de bronze nos jardins do estádio Palestra Itália.

Vamos relembrar os momentos mais marcantes da historia desse grande craque.

Os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: o ódio ao Corinthians e no amor ao jogador que conquistou diversos títulos para time.

Ademir da Guia é filho do zagueiro brasileiro Domingos da Guia, chamado de “O Divino Mestre”, considerado um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro. O clube que revelou o jogador foi o Bangu-RJ e em 1961 veio para a cidade de São Paulo jogar pelo Palmeiras.

Com Ademir da Guia e outros jogadores começava a ser formada a maior equipe da história do Palmeiras. A “Academia”, (apelido que foi dado às equipes que marcaram o clube nas décadas de 1960 e 1970). Como maestro, Ademir regia o meio campo ao lado de seu grande amigo Dudu. Costumava-se dizer que Ademir da Guia não corria em campo, mas desfilava tal era a elegância de suas passadas.

Os brasileiros falam bastante da era Pelé, mais o que poucos lembram é que em meio a essa “Era”, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

Seu ápice ocorreu em 1972 onde conquistou diversos títulos pelo Verdão. Foi campeão Brasileiro e no mesmo ano eleito o melhor jogador da competição.

Em 16 anos, foram inúmeros títulos. Entre os mais importantes, 5 vezes campeão paulista (1963, 66, 72, 74 e 76), 2 vezes campeão do Robertăo (1967, 69), campeão da Taça Brasil (1967), Torneio Rio São Paulo (1965) 2 Campeonatos Brasileiros (1972 e 73).
Habilidoso, inteligente, possuía a virtude de manter a calma e a serenidade nas horas difíceis. Seu toque de bola era refinado e seu arremate preciso, embora preferisse dar a assistência em vez de fazer o gol.

Apesar de um enorme talento e diversas qualidades o jogador não teve grandes atuações pela Seleção Brasileira, atuou apenas 12 vezes. Quem presenciou seu estilo de jogar e hoje vê a atual seleção não acredita que um jogador de tal nível foi pouco aproveitado. Sua primeira chance apareceu apenas em 1965. Sob o comando de Vicente Feola, foi titular da seleção em 3 partidas amistosas (vitórias de 5 a 1 sobre a Bélgica e 2 a 1 sobre a Alemanha e empate em 0 a 0 contra a Argentina). Na Copa de 74, apesar de estar no auge de sua forma física e técnica, mesmo aos 33 anos, não ficou nem no banco de reservas em todas as partidas-exceto na disputa do terceiro lugar contra a Polônia. Apesar de não ter uma historia com a seleção Ademir garante que não é frustrado por não ter tido muitas chances e garante que isso fez com que ele se aprimorasse mais, a cada dia.

Ademir da Guia é o recordista de partidas com a camisa alviverde, com 901 jogos entre 1961 e 1977, e considerado por muitos o maior jogador da história do clube do Parque Antártica. Nos 16 anos em que vestiu a camisa 10 da equipe, o meio-campista marcou 153 gols – é o 3 maior goleador da história Palmeirense, atrás apenas de Heitor (284) e César Maluco (180).

Porem o destino não reservou uma despedida alegre para Ademir, seu último jogo foi uma derrota por 2 a 1 contra o Corinthians em novembro de 1977. Ademir só jogou meio tempo, pois já se encontrava com problemas respiratórios. Saiu no intervalo e nunca mais voltou. A despedida oficial, no entanto, ocorreu 7 anos depois, em 23 de janeiro de 1984, em um jogo com amigos.

Hoje, dá aulas em escolinhas de futebol. Mantém o mesmo estilo que os torcedores do Palmeiras conhecem muito bem.

Para aqueles que desejam saber mais da historia do jogador fica aqui uma dica: O jornalista Kleber Mazziero de Souza, que escreveu sua biografia intitulada “Divino – A vida e a arte de Ademir da Guia”.

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@karoldayane

Alegria do Povo “Mané Garrincha”

Com seu estilo original de jogar, com seus dribles abusados e com suas jogadas divertidas ele conseguiu escrever seu nome na história do futebol brasileiro. Vamos falar um pouco da Manoel Francisco dos Santos, o famoso Garrincha.Quem gostaria de ficar famoso por ter as pernas tortas?Ele tinha uma diferença de 6 cm que separava seus joelhos. Hoje em dia com a vaidade no auge é difícil imaginar, mais isso não o incomodava. Seu estilo de jogar era irreverente e por diversas vezes voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.

Sua carreira no mundo futebolístico começou no time amador, Pau Grande Esporte Clube, não teve chance de jogar logo porque, além da sua pouca idade, o técnico Carlos Pinto temia expor o garoto aos fortes zagueiros dos times adversários, por este motivo transferiu-se para o Serrano.

Depois de algum tempo, Garrincha foi tentar a sorte em algum clube da capital. Procurou o Flamengo, o Fluminense e o Vasco, mas com suas pernas tortas, não lhe deram atenção, após isso foi convidado para fazer um teste no Botafogo, seu teste encantou o treinador da época que era Carlos Pinto. No primeiro treino deixou Nilton Santos completamente louco quando jogou uma bola por entre as suas pernas e deu outros dribles incríveis. Ao término do treino o próprio Nilton Santos recomendou aos dirigentes a contratação do jogador. Eis que surge na década de 50 no Botafogo, um jovem de pernas tortas que gostava de caçar passarinhos e que fez parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagalo, Didi, Amarildo e Nilton Santos, entre outros.

Os dribles de Garrincha levaram o Botafogo ao Título Carioca em 57 na vitória de 6 x 2 sobre o Fluminense, o Botafogo chegou ao bicampeonato carioca de 1961 e 1962.

Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965). Sua passagem pelo Botafogo foi gloriosa, marcou cerca de 242 gols em 614 jogos, tornando-se o terceiro maior artilheiro do clube em todos os tempos.

Defendeu a Seleção Brasileira entre 1955 e 1966, encantou a todos em 3 Copas do Mundo: da Suécia (1958) e do Chile (1962), das quais o Brasil foi campeão, e da Inglaterra (1966). Com Garrincha, o Brasil obteve 52 vitórias e sete empates. Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, passou a ser chamado de Alegria do Povo.

No final da carreira, jogou também no Corinthians, no Flamengo, no Olaria e em outros times brasileiros e estrangeiros. Tentou uma volta ao Botafogo de Zagalo, mas não deu certo. Em 19 de dezembro de 1973, foi realizado um jogo de gratidão para Garrincha, o Maracanã ficou lotado.

Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Mais a vida do craque não era apenas futebol Garrincha gostava muito de farrear. Beber era um dos seus vícios, além de mulheres. Uma artrose nos dois joelhos – uma espécie de desgaste entre o fêmur e a tíbia – acabou com a magia de Mané. Os dribles geniais exigiam muito dos joelhos. E a dor vinha a cada freada ou giro em cima do adversário.

Garrincha viveu seus últimos anos de vida marcados por uma série de episódios trágicos, tentativas de suicídio, acidentes de automóvel e dezenas de internações por alcoolismo… Levava uma vida simples, humilde e abandonado. O adeus veio aos 49 anos, depois de três casamentos e 13 filhos. Garrincha deixava um Brasil saudoso de seus espetáculos em campo. Morria a alegria do povo em 20 de janeiro de 1983 vítima de problemas generalizados causados pelo excessivo consumo de álcool. Para finalizar o Post deixo a vocês o que Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre o gênio Mané Garrincha.

“Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é, sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.”


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@karoldayane

Ronaldo maior artilheiro das Copas

O assunto no mundo do futebol esse ano foi Copa do Mundo. O Brasil não teve sucesso na edição de 2010, mais ainda é a Seleção com mais títulos, alem disso o maior artilheiro também nos pertence.

Então a História de Artilheiro hoje será sobre ele: Ronaldo Luís Nazário de Lima.

Hoje jogando pelo Corinthians é conhecido apenas como Ronaldo, mais já foi chamado de Ronaldo Fenômeno e também Ronaldinho, o ultimo surgiu na Copa de 1994, e o apelido de Fenômeno veio durante sua temporada no Barcelona.

Já tivemos um post sobre o Jogador, mais hoje vamos falar sobre o seu maior feito: Jogador que mais marcou em Copas do Mundo.

Com 16 anos estréio no Campeonato Brasileiro, jogando pelo Cruzeiro, isso em 1993, na competição atuou em 14 jogos e fez 12 gols.

Pela Recopa Sul-Americana teve sua primeira grande derrota, o Cruzeiro enfrentava o São Paulo pela final do torneio a disputa foi para os pênaltis e o grande goleiro Zetti defendeu a cobrança do jovem jogador garantindo assim o titulo para o Tricolor do Morumbi.

Em 94, foi artilheiro do Campeonato Mineiro com 21 gols e antes da Copa do Mundo deixou o time, em uma transação de US$ 6 milhões.

Em 1994 foi convocado para a Seleção Brasileira deixando para trás o experiente Evair, não agradou muito o treinador daquela época “Parreira” e foi deixado de lado.

Em 1997 jogou a Copa América e o Brasil foi campeão, marcou 5 gols, depois ajudou o Brasil na conquista da Copa das Confederações, logo então passou a ser o destaque para a Próxima copa do mundo a da França que ocorreria em 1998.

Obvio naquela época foi convocado e os brasileiros depositaram toda sua esperança da conquista do Mundial nos pés de um único jogador: Ronaldo já que  vinha com dois títulos de melhor jogador do mundo na bagagem.

Já atuando pela copa em 7 partidas disputadas marcou 4 vezes: 1 no jogo Brasil e Marrocos (3X0), 2 no jogo Brasil e Chile e 1 no jogo Brasil e Holanda que foi para os pênaltis. Ronaldo conseguiu junto com os demais companheiros levar o Brasil para a grande final e o que todos os brasileiros queriam era a conquista do titulo. Porem horas antes da grande partida Ronaldo teve uma misteriosa convulsão, fora levado ao hospital apenas 75 minutos da partida. Zagallo decidiu então escalar Edmundo, mas 40 minutos antes da partida Ronaldo voltou dizendo que tinha condições de jogo. Na partida mais importante que jogara em sua vida Ronaldo apenas viu os Franceses levarem o titulo pela 1ª vez com um placar de 3X0.

Em 2000 sofreu a lesão que todos nos brasileiros conhecemos bem a história.

Já em 2002 voltou para a seleção e sendo convocado pelo então técnico da seleção Luiz Felipe Scolari, (Felipão). O Brasil fez a seguinte campanha: 2 a 1 com a Turquia, 4 a 0 com a China, 5 a 2 com a Costa. Ronaldo Rica, 2 a 0 frente à Bélgica, 2 a 1 sobre a Inglaterra, e 1 a 0 frente à Turquia. Na final, o Brasil ganhou por 2 a 0 da Alemanha. O Brasil chegou ao Penta, inédito, e igualou a Alemanha em número de finais consecutivas, 3. A final foi entre Brasil e Alemanha. Com 2 gols de Ronaldo, um na falha do goleiro Kahn. Ronaldo disputou 7 partidas e foi o artilheiro com 8 gols.

Em 2006 ele já não estava em grande forma, e disputou 5 partidas, Na Copa, o país apresentou um futebol decepcionante. Ronaldo demonstrou lampejos de craque, marcando três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller tornar-se, com a soma de 15 gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, o jogador surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. Bom prefiro não comentar o final do Brasil nessa copa, pois a tão famosa revanche contra a Franca não veio e Ronaldo ainda levou um chapéu de Zidane que na ocasião era companheiro de time do jogador no Real Madrid. O Fenômeno foi um dos crucificados pela interrupção do sonhado hexa, não sendo mais chamado pela Seleção desde então.

O alemão Miroslav Klose marcou 14 vezes em copas do mundo e por pouco não ultrapassou o Brasileiro com 32 anos, Klose dificilmente continuará na seleção alemã para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Em minha opinião o jogador que pode alcançar Ronaldo é David Villa, já marcou 3 gols em 2006 e 5 neste no mundial de 2010, como o jogador vai completar 29 anos tenho certeza que disputara o próximo mundial.

Não vem ao caso falar da atual forma física do jogador esse post é para lembrar a historio de um jogador que ajudou muito a Seleção Brasileira, independente de vitórias e títulos Ronaldo sempre será lembrado pelos grandes feitos na seleção. E o que todos os brasileiros querem saber é: será que algum jogador nacional irá ultrapassar Ronaldo?

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@karoldayane

Um artilheiro diferente: Rogério Ceni o Goleiro Matador.

Na semana passada vimos o post sobre o maior artilheiro de todas as edições do Campeonato Brasileiro. Bom, vou continuar falando dos maiores, porém dessa vez não será um atacante ou um meio campista e sim, um goleiro! Isso mesmo. Vamos saber um pouco mais da trajetória do goleiro artilheiro, Rogério Ceni.

Quando falamos de goleiro a primeira coisa que vem na mente é evitar gols, a final essa é sua missão dentro de campo. Porém, alguns provaram que também podem fazer a alegria de seus torcedores marcando gols. É assim com Rogério Ceni.

Ele iniciou sua carreira jogando Vôlei, mais isso não vem ao caso. Entrou para o mundo do futebol em 1990 pelo Sinop (MT) e no dia 07/09 do mesmo ano foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube.

No tricolor Paulista jogou no Juniores e na reserva ganhou alguns títulos, só virou titular em 1997 com a saída de Zetti (o goleiro titular foi para o Santos).

Desde então tem uma historia de dar inveja a muitos jogadores, sua trajetória pelo São Paulo é marcada por grandes conquistas, e não é a toa que o goleiro é o maior ídolo do Tricolor.

O goleiro quebrou diversos recordes, como por exemplo, o jogador que mais jogou partidas pelo campeonato Brasileiro, porem hoje vamos falar apenas sobre gols “prós”.

O jogador de 37 anos lidera o ranking da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), com 89 gols (oficiais) e 2 (em amistosos), quais a Fifa não reconhece.

Embora, atualmente seja o mais famoso dos goleiros-artilheiros, Rogério não é o único. O segundo colocado é paraguaio José Luis Félix Chilavert, que se aposentou com 62 gols na carreira, René Higuita (Colômbia) e Jorge Campos (México), vêm logo a seguir, com 41 e 40 gols, ambos não jogam mais.

Algumas Curiosidades

 

Rogério balançou as redes tanto de seu ex-companheiro no São Paulo, Zetti, quando este jogava no Santos, marcou também em seu ex-reserva, Roger, quando o mesmo estava na Portuguesa em 2000; O reserva Bosco também não escapou, quando este estava também na Portuguesa, em 2002.

O Palmeiras é o time que Rogério mais fez gols (7) (em 2002, pelo Torneio Rio São Paulo marcou um gol de falta sem chances para São Marcos), seguido pelo Cruzeiro e Vasco (5).

O ano de 2005 foi o que mais balançou as redes, com 21 gols, mesmo ano em que o time foi Tricampeão da Libertadores e Tricampeão Mundial, sendo o último gol na semifinal do Mundial de Clubes, contra o Al-Ittihad.

Em 5 jogos o Goleiro chegou a marcar 2 vezes pelo time, sendo um dos jogos pela Libertadores da América, contra o Tigres, onde o São Paulo venceu a partida por 4X0. O Goleiro é o artilheiro do time na competição com 11 gols.

Em todas as partidas em que ele marcou no mínimo um gol, o time do Morumbi só foi derrotado 2 vezes, Rogério e o São Paulo contam com 65 vitórias, 18 empates e 2 derrotas.

É recordista de minutos sem tomar gols no Campeonato Brasileiro (988).

Já está no São Paulo há 20 anos, para se ter uma idéia do tempo, o atacante Neymar que já até fez gol em Rogério nem era nascido.

Quando entrou para o time o São Paulo, que hoje é Hexacampeão Brasileiro o time na época era apenas Bicampeão e ainda não tinha conquistado a América e o Mundo.

Hoje completa 700 jogos como capitão do São Paulo.

Quando se trata de Rogério Ceni até os torcedores de outros clubes admitem o goleiro é um mito debaixo das traves. Uma máquina de conquistar títulos e quebrar recordes. O que todos agora querem saber é: Rogério vai chegar ao 100 gols?

E vocês o que acham?

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@karoldayane

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