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As melhores seleções de todos os tempos – Hungria de 54

Essa semana eu gostaria de inaugurar a sessão “As melhores seleções de todas as Copas do mundo”. Nome um pouco grande né? Eu pretendo apresentar a vocês as seleções que fizeram história dentro do futebol mundial e para inaugurar a sessão eu começo com a quase imbatível Hungria de 1954.

O primeiro ponto que se pode destacar é o fato como a seleção Húngara jogava, ela adaptou o esquema “W.M”,(esse esquema era chamado assim, pois a disposição dos jogadores dentro do campo formavam estas letrastrês zagueiros, dois volantes, dois meias e três atacantes), e o transformou em “W.W”, onde o seu centroavante jogava um pouco mais recuado para buscar jogo e de quebra confundir a zaga adversária. O treinador Gusztav Sebes teve essa ideia de recuar o seu centroavante devido as limitações físicas do seu atleta, mas esta importante alteração fazia com que o zagueiro central ficasse confuso, pensando se deveria sair e acompanhar Hidegkuti, deixando assim uma abertura na defesa ou se ficava parado esperando o mesmo dominar a bola com liberdade.

Sem a bola  Hungria fazia com que um de seus volantes recuasse para a defesa e formava uma linha de 4 defensores (inclusive, foi esse esquema que originou o sistema táticos 4-2-4 da seleção Brasileira campeã de 1958).

O segundo ponto que podemos destacar desta grande seleção é o preparo físico de seus atletas. Os jogadores não tinham posições fixas, eles trocavam de posição constantemente (foi a partir desta ideia que foi baseado o famoso “Carrossel Holandês” (em outra oportunidade falarei sobre esta grande seleção, da qual eu sou fã).

O terceiro ponto eram os jogadores desta seleção, apesar de dos nomes complicados, todos jogavam muito, mas principalmente Hidegkuti, que foi um dos destaques do time no chamado “Amistoso do Século” disputado no dia 25 de novembro de 1953, jogo entre a seleção Húngara ( até então, invicta desde 1950 com 19 vitória em 22 jogos ) e a seleção Inglesa, que jamais havia perdido no estádio de Wembley (9 anos sem perder no estádio). O primeiro gol do jogo foi anotado por ele aos 43 SEGUNDOS do primeiro tempo, o gol foi tão bonito que parte dos torcedores aplaudiram o gol durante 26 segundos (não se celebrava tanto um gol antigamente ), sem falar que sua atuação tanto nas olimpíadas de 1952 quanto na copa foram fundamentais para o grande futebol apresentado pela equipe.

O outro destaque do time era Bozsik, ele era o homem que equilibrava o time, permitia que o time atacasse com força total e evitava que a defesa tomasse muitos gols, amigo da principal estrela do time, Puskas. Foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Hungria, nada menos do que 101 vezes.

O principal destaque dessa histórica seleção era o seu genial atacante, Ferenc Puskas. Considerado um dos melhores jogadores do século XX, vestiu a camisa da Hungria por 85 vezes e fez um total de 84 gols, quase que 1 por partida. Conseguia fazer uma leitura impressionante do jogo e mudar totalmente o time caso fosse preciso, era um técnico em campo. Habilidade não lhe faltava nunca. Dizem que a Hungria de 1954 só perdeu porque ele não estava 100%. Atuou pelo Real Madrid da Espanha, onde jogou de 1958 até 1966, participou de 182 partidas e marcou um total de 157 gols.

A seleção Húngara conquistou as Olimpíadas de 1952 de forma invicta e só não conquistou a Copa do Mundo de 1954 (perdeu para a Alemanha na final) por pura falta de sorte e pelo gol mau anulado de Puskas, faltando 2 minutos para o termino da partida.

@tiagosemh

@futesalto

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Camisas que fizeram história

E quem disse que no mundo do futebol moda não entra? Ok, não seria o mesmo tipo de moda que somos acostumadas, mais sempre aparece uma nova camisa que muda o conceito do uniforme, tanto positivamente quanto negativamente. Mas não podemos deixar de apreciá-las:

Em 1990, o Clube Atlético Bragantino usou uma camisa que revolucionou os modelos da camisas brasileiras, fugia totalmente dos padrões, sendo estampado de desenhos geométricos e ficando conhecida como “Camisa Carijó”.Ela deu sorte ao time, que foi campeão paulista no ano

Em 2002, a seleção de Camarões usou um modelo inusitado, sendo mais uma regata que uma camisa, o modelo gerou certa repercussão sendo proibida na copa pela FIFA, mas não deixando de ser bonita:

  

O goleiro do México Jorge Campos gostava de criar seus modelos de uniforme, abusando sempre das cores fortes e chamativas. Na Copa de 1990, seu uniforme chamou a atenção do mundo, sendo considerado muito extravagante:

   

Na Copa de 1990, a Alemanha se apresentou com uma camisa que até hoje é considerada inovadora e insuperável por muitos, e mais uma vez a camisa trouxe sorte, a Alemanha levantou a taça pela terceira vez:

  

O uniforme da Holanda na Eurocopa em 1998 foi o primeiro estampada da história do futebol. Uma das camisas mais raras, nunca mais foi usada e também não foi colocada a venda pela Adidas:

 

   O México entra mais uma vez na nossa lista, com uma das camisas que mais chamaram a atenção, o modelo foi em homenagem as tradições indígenas do país, na Copa de 1988:

 

 A Croácia chamou a atenção em 1998 pelo seu uniforme, sendo uma homenagem a bandeira do país, uma camisa quadriculada de vermelho e branco, sendo motivo de piadas e comparada a uma toalha de xadrez. Mas mesmo assim, o uniforme continua com o xadrez até hoje, mudando apenas o modelo:

 

 E falando em camisas que não agradaram, a nova camisa do Flamengo gerou repercussão com seus torcedores, sem o vermelho e o preto que o caracterizava, houve boatos que ela está dando azar pro time, que não esta tendo seu melhor ano no Brasileirão:

   

Você acha que faltou alguma, deixe seu comentário ou mande sugestões para: futesalto@gmail.com

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@dai_reginato

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