Blog sobre futebol, voltado para as mulheres

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Paulistão 99 anos de tradição

O campeonato Paulista é o mais antigo da pais. Muitos torcedores aqui da capital ficam tripudiando torcidas rivais dizendo que alguns clubes só ganham o campeonato regional, o fato é que esta competição é uma das maiores do Bbrasil. Rivalidade a parte é um campeonato muito grandioso e merece respeito.

O que alguns não sabem é que o campeonato é mais antigo que a propria Fifa,  já que a mesma foi fundade em 1904 em Paris. O Campeonato Paulista foi criado em 1902 e a primeira edição foi disputada em maio a outubro de 1902 por cinco clubes, que compunham a LPF (Liga Paulista de Futebol).

Quem levantou a primeira taça foram os ingleses do São Paulo Athletic, que derrotou o Paulistano na final.

O campeonato foi organizado por diversas instituições: Liga Paulista de Foot-Ball  (1902-1912), Associação Paulista de Esportes Atléticos  e  LPF (1913-1916), APEA  (1917-1925), APEA e Liga dos Amadores de Futebol (1926-1929), APEA  (1930-1934), Associação Paulista de Esportes Atléticos e LPF  (1935-1936), LFP (1937), Liga de Futebol do Estado de São Paulo (1938-1940) e Federação Paulista de Futebol (1941- atualmente).

Os maiores Campeões do Pais e Mundiais estão concentrados aqui na capital, clubes como o Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo sempre são destaques em competições como Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundiais de Clubes.

Na década de 40 o campeonato era dominado pelo chamado “Trio de Ferro”, formado por Corinthians, Palmeira e São Paulo, essa dominação foi quebrada pelo Santos em 1955 com uma das campanhas mais impressionantes da história da competição, afinal o time já vivenciava a Era Pelé.

O primeiro time do interior a conquistar o Campeonato Paulista foi o Inter de Liemeira em 1986 (ano em que essa humilde redatora nasce! rs). Quem não se lembra do feito do clube em cima do Palmeiras? Em 1990 o Bragantino repitiu o feito.

A competição na década de 90 foi marcada pela bela atuação do antigo “Trio de Ferro” e a edição de 1992 consagrou o São Paulo, até então comandado pelo técnico Telê Santana, que viveu uma das melhores fases de sua história. Nesse ano, o time do Morumbi foi campeão Mundial interclubes, façanha que repetiu em 93.

Em 1993 o Palmeiras firmou parceiria com a empresa Parmalat, dando inicio a gestão Clube-Empresa. Devemos dar destaque tambem para o Corinthians que foi campeão em 99, liderados por Marcelinho Carioca, Rincón, Edílson e Ricardinho. No ano seguinte conquistou a primeira edição do Mundial de clubes da Fifa.

Conquista de Títulos:

O maior campeão da competição é o Corinthians com 26 títulos o último conqusitado em 2009, o clube tem 26 titulos, o segundo clube a conquistar mais títulos do Paulistão é o Palmeiras com 22 conquistas, seguido pelo São Paulo com 21 taças levantadas. O Santos tem 18.

 

Artilheiros:

O 1º artilheiro foi Charles Miller em 1902, com 10 gols marcados pelo Clube Atlético São Paulo. Já o ultimo foi Ricardo Bueno do Oeste Futebol Clube. O maior artilheiro da competição acho que todos já desconfiam foi Pelé com 58 gols marcados o que ainda é o recorde da competição, o feito foi realizado em 1958.

Que o Campeonato Paulista é uma das maiores competições não se pode negar. No ínico da temporada podemos ver o desempenho dos maiores clubes do Brasil, a rivalidade entre eles, belas jogadas e revelação de novos jogadores.

Muitos clubes não dão a devida importância ao Paulistão, acho isso engraçado, pois quem não acha honroso ser campeão de uma competiçaõ mais antiga do que a própia Fifa?

Termino meu post desejando parábens aos clubes que dão a devida importância a competição, que levam a mesma a sério e consideram importante a conquista desse campeonato.

E vocês o que acham? O Campeonato Paulista é ou não importante?

Deixe seu comentário! Dúvidas, críticas ou sugestões enviem  para o email: futesalto@gmail.com ou pelo twitter @futesalto

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The Old Firm. (A Velha Firma)

Bom, hoje o blog contará para vocês nada mais do que uma das, se não a maior rivalidade futebolistica do mundo. O clássico escocês entre Celtics e Rangers.

Esse jogo envolve muito mais do que “apenas” futebol, o confronto dessas duas equipes envolve religião.

O Celtic Football Club (cores verde e branco) foi fundado em 06/11/1887 por padres escoceses católicos, possui 42 títulos do Campeonato Escocês, é o único time do país a conquistar a Uefa Champions League (torneio mais importante da Europa) em 1967 e único time do mundo que conseguiu levar 114.000 torcedores da Escôcia até Sevilha (Espanha) para acompanhar a final da Copa UEFA de 2003 contra o Porto.

Já o Rangers Football Club (cores azul e branco) foi fundado em 25/05/1873 por escoceses protestantes e é o detentor de mais títulos do país com 52 conquistas. Ambos os times são da cidade de Glasgow.

O Primeiro jogo entre as duas equipes ocorreu em 28/05/1888 e teve como vitorioso o Celtic, que ganhou por 5×2. De la pra cá, as equipes se enfrentaram por  549 vezes, sendo o Rangers o que mais ganhou com 235 vitórias, contra 179 do seu rival, além de terem ocorrido 135 empates.

O jogo recebe esse nome “The Old Firm” (A Velha Firma) por misturar os “ingredientes” que citei anterioemente: futebol e religião. É por muitos considerado o jogo mais perigoso do mundo. Tanto que em 1909, em Hampden Park (estádio do clube Queen’s Park) foi a primeira vez que ocorreu a famosa “porradaria” entre as torcidas, no estádio havia mais de 60.000 pessoas e em uma briga morreram 180. Em 1931, em mais uma “A Velha Firma”, o goleiro do Rangers teve seu crânio quebrado após uma disputa de bola com um jogador do Celtics, isso fez com que os animos entre as torcidas ficassem ainda mais exaltados.

Como a hegemonia de títulos da Escócia fica entre os dois clubes, a população crê que esses dois times acabam aumentando a violência, pois em dia de “The Old Firm”, basta ser católico ou protestante para se posicionar em algum dos lados.

O clima esquentando entre as duas equipes.

No ano de 1989, o time dos Rangers tentaram acabar com a segregação religiosa dos dois times e contrataram o ex-jogador e artilheiros do Celtics, Mourice Johnston. Porém, tentativa frustrada, pois, o jogador e sua familia recebiam várias ameaças dos torcedores dos dois clubes. Os alviverdes ameaçavam por dizer que ele era um “judas” e os os azuis e brancos por o jogador ser católico, acabou que Mo Johnston deixou o clube e se exilou no estados Unidos.

Esse trecho retirado do wikipédia, define muito bem o porque desta rivalidade política-religiosa:

O Rangers é um clube no qual boa parte de seus torcedores é devota do Anglicanismo, ou seja, seguidores político-religiosos da Rainha do Reino Unido. Sua torcida traz uma grande bandeira, onde está pintado o rosto da Rainha Isabel II, a atual líder anglicana, além de venerarem o UVF (grupo terrorista protestante do Ulster) e costumamente portarem bandeiras do Reino Unido nos jogos.

O Celtic, por sua vez, é o clube predileto dos escoceses de religião católica e dos irlandeses e descendentes residentes na Escócia, tendo milhares de torcedores entre os católicos das duas Irlandas. Sua torcida exibe uma bandeira alviverde com o retrato do falecido papa João Paulo II, costumando portar bandeiras da República da Irlanda e da Escócia. Os mais extremistas também exaltam o IRA (grupo terrorista católico).

Definitivamente, futebol, política e religião são assuntos que não se discutem. Esta ai um bom exemplo disso.

@dalessia

Brasil x Argentina = marketing?

As duas grandes estrelas do jogo

O título diz tudo sobre o post de hoje, e sobre o jogo de ontem (quarta-feira 17/11/10) a tarde entre essas duas seleções, que com certeza tem muita bagagem. Mas deveríamos nos perguntar, o que duas seleções sul-americanas estariam fazendo em Doha, Qatar? A organização deste jogo a meu ver não acrescenta em nada a grande história deste clássico, uma vez que, este jogo tem o mesmo intuito do jogo Inglaterra x Brasil, onde a seleção que naquela época comandada por Dunga venceu por 1×0. O jogo de ontem a tarde não parecia realmente ter aquela emoção ( não necessariamente pelo futebol apresentado ), não estava realmente com cara de Brasil x Argentina e sim de “apenas mais um jogo de futebol”.

E porque eu digo isso? É obvio e explicito a intenção do Qatar de usar esse grande clássico mundial como uma grande promoção para ganhar pontos para tentarem sediar a Copa do Mundo de 2022, além é claro da renda que o jogo em si trás pelos atletas que cada seleção possui.

O clássico contou com estrelas mundiais, como Messi, Ronaldinho, Robinho, Di Maria, Higuain, Daniel Alves, entre outros.

O time do Brasil por ter um elenco mais jovem e por assim dizer “sem experiência”, não metia medo, por isso diria eu que no papel a Argentina tinha muito mais time do que o Brasil, porém, a Argentina possuía uma defesa que não é muito confiável, o que acabou por equilibrando bastante o jogo entre as duas seleções.

Depois da saída de Dunga e Cafu como capitães da seleção brasileira, não houve nenhum jogador que conseguisse organizar, acalmar e orientar o grupo de maneira satisfatória e sem a presença do zagueiro Lúcio, o Brasil não tinha um homem de referência em campo. Já a Argentina tinha um grupo mais experiente, em sua maioria jogadores que disputaram a Copa da África do Sul, tinham o homem que poderia e mudou a partida: MESSI.

A marcação em cima dela era praticamente perfeita, praticamente porque, em um lance de bobeira no meio-campo brasileiro depois de um lindo passe de letra de Lavezzi para Messi que passou por dois e chutou no contrapé de Victor, mais um lindo gol para a carreira de Messi.

O fator decisivo neste clássico realmente foi único: MESSI. Apesar do erro grotesco do Douglas, as duas seleções jogaram muito bem, principalmente no primeiro tempo. Só o que nos resta agora é  que o técnico do Brasil, Mano Menezes, consiga arrumar a seleção para o confronto contra a França no ano que vem.

@tiagosemh

@futesalto

As melhores seleções de todos os tempos – Brasil de 58 Parte 2

Confira a primeira parte deste post aqui

Semi-final

A próxima adversária do Brasil seria a forte seleção francesa, que vinha embalada de uma goleada em cima da Irlanda do Norte. Para se ter uma noção da força da seleção francesa, basta saber que ela terminou o campeonato no 3º lugar e o artilheiro da competição ( Just Fontaine ), além ter dois jogadores escolhidos para o All-Star Team ( Raymond Kopa e Just Fontaine ).

Porém, no dia do jogo, nem mesmo o mais convicto torcedor brasileiro teria apostado no resultado de 5×2 para o Brasil. Se todos ainda estavam impressionados com o desempenho do Brasil contra a União Soviética, desta vez, não conseguiam desgrudar os olhos do campo. Logo aos dois minutos de jogo ( assim como contra a União Soviética )Vavá abria o placar para o Brasil, mas sete minutos mais tarde Just Fontaine empatava o jogo (primeiro gol sofrido pelo Brasil e pelo goleiro Gilmar). Mais depois do gol de Didi, não houve chances para a França. No segundo tempo Pelé se consagrou ao marcar 3 vezes, a torcida ia ao delírio. Nem mesmo o segundo gol francês deu ânimo ao time.

NOVAMENTE O BRASIL ESTAVA EM UMA FINAL, E DESTA VEZ COM MELHORES CHANCES DE SER CAMPEÃ.

Final

A final da copa do mundo seria disputada contra a anfitriã, Suécia. A última barreira, mas nem por isso fácil de se bater, a Suécia fez uma boa campanha durante a Copa inteira, ganhando de México e Hungria e empatando com o País de Gales por 0x0. Além ter passar por cima da Alemanha Ocidental ( campeã da copa passada em cima da Hungria ).

Com toda essa trajetória, nada mais justo do que não subestimar os donos da casa, o Brasil veio basicamente o mesmo do jogo anterior contra a França, com apenas uma modificação (melhor dizendo duas, o Brasil tece de improvisar um uniforme azul, já que a Suécia tinha a preferência de uso do uniforme amarelo), entrara Djalma Santos no lugar do lateral-esquerdo De Sordi.

Depois do apito inicial… bem, depois do apito inicial tudo mais virou história. Depois de um começo de jogo onde ambas as partes apenas estudavam-se, a Suécia abriu o placar, fazendo o primeiro gol da partida, fato esse que não intimidou os craques brasileiros, começando por Garrincha, que logo em seguida obrigou o goleiro adversário a praticar uma grande defesa, depois Pelé que quase marcou aos 7 minutos.

Mas não havia o que os suecos pudessem fazer, depois de uma oportunidade perdida por Garrincha, o sempre matador e ágil Vavá se meteu entre a zaga e com muita raça empatava a partida. Deste momento em diante o Brasil já dominava a partida, Garrincha mesmo marcado por dois fazia o seu espetáculo e começava a penetrar a zaga adversária. A defesa brasileira estava impecável depois do empate, Bellini e Orlando eram os destaques, impedindo os avanços do ataque adversário. Garrincha depois de lindo lance onde se livros dos seus dois marcadores, cruza para Vavá de forma majestosa, que como sempre, NÃO PERDOAVA! Era o desempate da seleção brasileira, o Brasil conseguiu sair no primeiro tempo com a vantagem.

No segundo tempo aos 9 minutos, Pelé faria o gol ( que na minha opinião é o melhor dele, tanto pela importância, como pela jogada em si ) que praticamente matava a partida. Depois de receber um lindo passe de costas para a meta da Suécia, com o zagueiro Gustavsson correndo em sua direção para tentar tomar a bola, mata no peito a bola e sem pensar da um chapéu no zagueiro em direção ao gol, e sem ao menos deixar a bola pingar no chão num sem-pulo , manda para o gol da Suécia, marcando o terceiro gol brasileiro na partida, UM GOLAÇOOO!!! Sem dúvidas o gol mais bonito da Copa de 1958.

Depois disso Zagalo  marcaria o quarto gol brasileiro e a Suécia ainda esboçaria alguma reação com o seu segundo gol na partida, mas a partida era realmente dele, PELÉ! Faltando apenas 30 segundos para o termino da partida, Zagalo invadindo a área acha Pelé desmarcado e cruza para a mais nova estrela mundial do futebol marcar de cabeça e fechar com chave de ouro a atuação brasileira na Copa do mundo de 1958.

Ao termino da Copa, Didi foi eleito Bola de Ouro da Copa ( não é para menos com o futebol apresentado por esse maestro ), Pelé além de ficar com a bola e chuteira de prata foi eleito a revelação da Copa, sem mencionar que foi escolhido para o All-Star Team ( que contou com 6 brasileiro ).

O Brasil de 58 foi eleito até pelos grandes craques do Brasil da Copa de 70 ( creio eu que não só por eles, quem viu e quem ouve falar também deve ter a mesma opinião ) como a melhor seleção brasileira de todos os tempos.

Espero que tenham curtido o meu humilde relato, aparentemente eu acabei me empolgando e escrevi muito, mas quando se fala desta incrível seleção, palavras não bastam.

@tiagosemh

@futesalto

As melhores seleções de todos os tempos – Brasil de 58 Parte 1

Foto da final contra a Seleção da Suécia

Como disse, o meu intuito aqui é trazer um pouco sobre a história do futebol mundial, destacando as melhores seleções de todos os tempos, no post passado eu falei da excelente seleção da Hungria , hoje falarei da melhor seleção brasileira de todos os tempos ( individualmente falando ), espero que gostem.

A copa de 1958 foi marcada por muitas surpresas, por exemplo, a inscrição e classificação da União Soviética, a classificação de todas as nações do Reino Unido ( sendo elas, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia ), a determinação da FIFA de que, nenhuma seleção se classificaria para a Copa sem antes ter disputado ao menos uma partida ( coisa que aconteceu nas Copas anteriores pela desistência de algumas seleções e acho que a maior surpresa desta edição, a eliminação nas eliminatórias da seleção Uruguaia, bicampeã do mundo e semi-finalista em 1954.

O objetivo da seleção brasileira de 1958 era apagar da memória dos brasileiros sua fraca atuação na copa passada e o vice-campeonato de 1950. Missão que no começo parecia mais difícil pelo simples fato do Brasil ter caido em uma chave com duas das favoritas para esta Copa ( Inglaterra e União Soviética ). Porém, esta Copa tinha um diferencial se comparado as duas últimas edições: Não havia um favorito absoluto, em 1954, a Hungria e em 1950, o Brasil, ou seja, bastava apenas ao Brasil ( e brasileiros ) confiar nos seus jogadores para enfrentar seus adversários como iguais.

O técnico Vicente Feola ( Técnico e eterno torcedor São Paulino ), foi o principal motivo para o Brasil conquistar a primeira ( de muitas que o Brasil conquistaria ), tanto pela escolha do esquema tático como pela escolha do elenco. A principal decisão, e talvez a mais sábia dentre tantas, foi a de levar o então menino Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé.

A seleção brasileira jogava no jogava com Zagallo atacando e voltando para marcar no meio-campo, que deu origem ao 4-3-3, esquema que fez com que o Brasil tivesse juntamente com a o País de Gales a melhor defesa do mundial, com apenas quatro gols sofridos. E na frente o trio que fez história Pelé – Garrincha – Vavá.

Grupo 4

Ao lado de Áustria, União Soviética e Inglaterra o Brasil fechava o tão temido grupo 4 ( como disse anteriormente, grupo que contava com dois favoritos ao título ).

O primeiro jogo foi com a fraca Áustria, sem Garrincha o time foi escalado no esquema 4-2-4. Como esperado o jogo correu sem surpresas, o Brasil venceu por 3 a 0, dois de Mazola ( 30m do 1º tempo e no finalzinho do 2º tempo ) e um  de Nilton Santos, vitória essa que encheu de esperanças o torcedor brasileiro.

No segundo jogo viria a primeira pedreira, a Inglaterra. O Brasil veio com a mesma formação do jogo anterior,a única mudança foi a entrada de Vavá  no lugar de Dida. Apesar do empate entre as duas seleções Vavá conseguiu se destacar e assim se tornar titular no time.

O que poderia ser considerado o jogo mais difícil do Brasil até então, estava cercado por desconfiança depois do empate contra a Inglaterra. Aquele futebol do primeiro jogo já não era mais o suficiente para convencer os torcedores, uma derrota poderia significar a desclassificação, já que a Inglaterra ainda jogaria contra a Áustria, bastando uma vitória ( caso o Brasil perdesse ) para se classificar.

Para o jogo contra a União Soviética o Brasil contou com modificações de peso para o elenco, o volante santista Zito, Pelé e Garrincha ( acompanhe o post sobre ele aqui ), entraram jogando nesta partida. Foi um espetáculo a parte a atuação da seleção brasileira neste jogo, o modo como aquele time jogava, a harmonia e o desempenho que mostravam deixaram todos boquiabertos. Zito e Didi comandavam o meio-campo, não demorando para abrir o placar do jogo, o primeiro gol saiu aos dois minutos do primeiro tempo e aos 20 do 2º, ambos gols do veloz atacante Vavá. A vitória sobre a União Soviética não só classificou o Brasil para a próxima fase como também fez com que a seleção fosse considerada uma das principais candidatas ao título desta copa.

Quarta-de-final

O próximo jogo seria contra a melhor defesa da Copa ( ao lado da brasileira ), a seleção do País de Gales. O Brasil entrou em campo com o mesmo time que jogou contra a União Soviética.

Um jogo muito difícil entre as duas melhores defesas do campeonato, só depois de 75 minutos de jogo ( 30 minutos do segundo tempo ), sai o tão esperado gol brasileiro e ainda mais pelos pés do moleque Pelé, um golaço, depois do passe de Didi ele domina no peito, passa do zagueiro com um toque sutil e depois chuta em direção ao gol. Pronto, ali saia o primeiro gol de Pelé em copas do mundo, o mundo começava a ver o futuro rei do futebol.

Esse jogo serviu como teste para o elenco brasileiro, principalmente para os mais novos, Pelé tornou-se titular da camisa 10 da seleção canarinho.

Pessoal o post acabou ficando maior do que eu esperava, então decidi dividi-lo em 2 partes, amanhã trarei a 2º e última parte ( juntamente com o post da minha amiga Josiane ).

Espero que tenham gostado até aqui, o que está por vir é muito mais emocionante. Abraços.

@tiagosemh

@futesalto

*UPDATE: Basta clicar para ler a segunda parte do texto

Divino, Ademir da Guia.

Um jogador que atuava com classe e habilidade! É assim que começo o post sobre Ademir da Guia. Muitas pessoas acham que o maior ídolo do Palmeiras é o goleiro Marcos, concordo que o goleiro é um dos ídolos Palmeirenses e que já teve momentos decisivos com o clube, mais tenho certeza que o maior ídolo de toda a historia do time é, o “Divino” que vestiu a camisa por mais ou menos 16 anos, e não é a toa que tem um busto de bronze nos jardins do estádio Palestra Itália.

Vamos relembrar os momentos mais marcantes da historia desse grande craque.

Os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: o ódio ao Corinthians e no amor ao jogador que conquistou diversos títulos para time.

Ademir da Guia é filho do zagueiro brasileiro Domingos da Guia, chamado de “O Divino Mestre”, considerado um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro. O clube que revelou o jogador foi o Bangu-RJ e em 1961 veio para a cidade de São Paulo jogar pelo Palmeiras.

Com Ademir da Guia e outros jogadores começava a ser formada a maior equipe da história do Palmeiras. A “Academia”, (apelido que foi dado às equipes que marcaram o clube nas décadas de 1960 e 1970). Como maestro, Ademir regia o meio campo ao lado de seu grande amigo Dudu. Costumava-se dizer que Ademir da Guia não corria em campo, mas desfilava tal era a elegância de suas passadas.

Os brasileiros falam bastante da era Pelé, mais o que poucos lembram é que em meio a essa “Era”, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

Seu ápice ocorreu em 1972 onde conquistou diversos títulos pelo Verdão. Foi campeão Brasileiro e no mesmo ano eleito o melhor jogador da competição.

Em 16 anos, foram inúmeros títulos. Entre os mais importantes, 5 vezes campeão paulista (1963, 66, 72, 74 e 76), 2 vezes campeão do Robertăo (1967, 69), campeão da Taça Brasil (1967), Torneio Rio São Paulo (1965) 2 Campeonatos Brasileiros (1972 e 73).
Habilidoso, inteligente, possuía a virtude de manter a calma e a serenidade nas horas difíceis. Seu toque de bola era refinado e seu arremate preciso, embora preferisse dar a assistência em vez de fazer o gol.

Apesar de um enorme talento e diversas qualidades o jogador não teve grandes atuações pela Seleção Brasileira, atuou apenas 12 vezes. Quem presenciou seu estilo de jogar e hoje vê a atual seleção não acredita que um jogador de tal nível foi pouco aproveitado. Sua primeira chance apareceu apenas em 1965. Sob o comando de Vicente Feola, foi titular da seleção em 3 partidas amistosas (vitórias de 5 a 1 sobre a Bélgica e 2 a 1 sobre a Alemanha e empate em 0 a 0 contra a Argentina). Na Copa de 74, apesar de estar no auge de sua forma física e técnica, mesmo aos 33 anos, não ficou nem no banco de reservas em todas as partidas-exceto na disputa do terceiro lugar contra a Polônia. Apesar de não ter uma historia com a seleção Ademir garante que não é frustrado por não ter tido muitas chances e garante que isso fez com que ele se aprimorasse mais, a cada dia.

Ademir da Guia é o recordista de partidas com a camisa alviverde, com 901 jogos entre 1961 e 1977, e considerado por muitos o maior jogador da história do clube do Parque Antártica. Nos 16 anos em que vestiu a camisa 10 da equipe, o meio-campista marcou 153 gols – é o 3 maior goleador da história Palmeirense, atrás apenas de Heitor (284) e César Maluco (180).

Porem o destino não reservou uma despedida alegre para Ademir, seu último jogo foi uma derrota por 2 a 1 contra o Corinthians em novembro de 1977. Ademir só jogou meio tempo, pois já se encontrava com problemas respiratórios. Saiu no intervalo e nunca mais voltou. A despedida oficial, no entanto, ocorreu 7 anos depois, em 23 de janeiro de 1984, em um jogo com amigos.

Hoje, dá aulas em escolinhas de futebol. Mantém o mesmo estilo que os torcedores do Palmeiras conhecem muito bem.

Para aqueles que desejam saber mais da historia do jogador fica aqui uma dica: O jornalista Kleber Mazziero de Souza, que escreveu sua biografia intitulada “Divino – A vida e a arte de Ademir da Guia”.

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@karoldayane

Copa de 70

No meu post anterior comentei sobre a homenagem que o Prêmio Craque Brasileirão vai prestar aos Tricampeões da Copa de 70 merecidamente. Por este motivo nada mais digno escrever um post sobre os fatos que marcaram o mundo do futebol com esta edição da Copa.

A Copa do Mundo de 1970 ocorreu no México entre 31 de Maio a 21 de Junho, contou com participação de 16 seleções, sendo os países da: União Soviética, México, Belgica, El Salvador, Itália, Uruguai, Suécia, Israel, Brasil, Inglaterra, Romênia, Tchecoslováquia, Alemanha Ocidental, Peru, Bulgária e Marrocos.

Esta competição foi marcado pelos seguintes acontecimentos:

  • Primeira Copa que aconteceu na América do Norte;
  • O Brasil se tornou a 1º equipe a ter o título de campeão mundial por três vezes, por este motivo foi permitido a posse definitiva da Taça Jules Rimet, infelizmente a taça foi roubada na sede da CBF, há especulações de que foi derretida e vendido como ouro. Ficamos apenas com uma réplica;
  • Última Copa do Rei Pelé com apenas com 29 anos;
  • Primeira Copa a ser televisionada em cores;
  • Mudança no critério de desempate, levando em consideração o saldo de gols, e se por ventura ocorresse empate no número de gols, o desempate se daria por sorteio;
  • As substituições foram permitidas pela 1º vez, podendo serem feitas duas alterações durante o jogo;
  • 1º Copa a utilizar os cartões amarelo para advertência e vermelho para expulsão;
  • O gol mais bonito de 70 é do Brasil, gol de Carlos Alberto;
  • O mascote da Copa foi um garoto mexicano, chamado Juanito;
  • Governo Brasileiro tirou proveito da conquista, esta época foi conhecida como o Milagre Brasileiro e tinha o hino “Pra Frente Brasil”.
  • Disputa ideológica – Guerra Fria

Esta Copa deu o que falar, principalmente para o Brasil que tinha os melhores jogadores, e por isso fez uma bela campanha.

Campanha do Brasil

1ª Fase: Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia / Brasil 1 x 0 Inglaterra / Brasil 3 x 2 Romênia

Quartas de Finais: Brasil 4 x 2 Peru

Semi Finais: Brasil 3 x 1 Uruguai

Final: Brasil 4 x 1 Itália (Gols de: Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto)

Saldo: 6 jogos / 6 vitórias / 19 gols feitos / 7 gols tomados

A Copa de 70 foi sem dúvida uma das melhores edições, a seleção brasileira contou com grandes jogadores em campo, que deram um show no gramado, e o mais importante jogadores que fizeram história em times nacionais.

É verdade que hoje os tempos mudaram e uma seleção igual a essa vai ser difícil de escalar, a maioria dos craques jogam fora e a individualidade em campo é notável. Quem sabe na Copa de 2014 teremos sorte com uma seleção que encante e faça história no gramado brasileiro.

@futesalto

Arsenal Football Club.

Bom, hoje o FuteSalto não vai falar o que rola no mundo da bola aqui no Brasil e nem na América, vamos pegar um avião direto para a “Terra da Rainha” e contar a história de um dos clubes mais populares de lá e do mundo, o Arsenal Football Club.

O Arsenal foi fundado em 1886 por um grupo de trabalhadores da “Woolwich Arsenal Armament Factory”, uma fábrica de armas da região de Woolwich, sudeste de Londres. A principio esse grupo de trabalhadores decidiram formar uma equipe apenas por diversão, mas com o passar dos anos foram levando isso a sério e até que em 1893, 7 anos após a fundação, estavam na segunda divisão da Liga Inglesa. Em 1904 o Arsenal finalmente alcançou a primeira divisão e até 1913 teve vários nomes, tais como: “Dial Square”, “Royal Arsenal” e “Woolwich Arsenal”. Quando subiu de divisão, o clube quase faliu, pois em comparação aos outros times de Londres, o até então “Woolwich Arsenal” não atraia muitos espectadores para os seus jogos. Até que em 1910 “Henry Norris” comprou o clube e em 1913 mudou a localidade do time para “Highbury”, norte de Londres. Desde então e mesmo após a primeira Guerra Mundial em 1919, o Arsenal nunca deixou a Premier League inglesa.

Herbert Chapman, o treinador lendário da década de 1930 do Arsenal.

Após 47 anos da sua fundação, o Arsenal veio a conquistar seu primeiro título na década de 1930, e não foi qualquer conquista. O até então treinador na época “Herbert Chapman”, conseguiu fazer com que os Gunners fossem tricampeões da liga inglesa (1933,34 e 35), nesse tempo, apenas quatro times do alto escalão conseguiram tal feito. A nota triste fica pelo falecimento de “Hebert Chapman” durante este período de glórias do Arsenal, o treinador foi considerado uma lenda. Após a morte do ex-treinador, “George Allison” assumiu o comando do time até o final da década de 1930 e trouxe um torféu da FA Cup para a coleção do Arsenal.

Nas décadas seguintes o Arsenal continuou à acumular títulos como as dobradinhas em 1947/48 e 1952/53, além de conquistar a Fa Cup em 1950. Porém na década de 1960 o Arsenal não obteve nenhuma conquista expressiva, somente em 1970, quando conquistou seu primeiro troféu Europeu ganhando a final do Anderlecht por 4 x 3 na soma dos dois jogos.

O time imbátivel.

Arsene Wenger, técnico francês contratado em 1996 para o comando dos Gunners, conseguiu feitos inimagináveis no começo deste século.

Em 2001/2002, conseguiu a dobradinha conquistando na temporada a Primeira Liga Inglesa e a FA Cup. Mas foi na temporada de 2003/2004 que o técnico, os jogadores e o Arsenal definitivamente entraram para a história do futebol mundial, ao conquistar a Primeira Liga Inglesa de forma invicta. Em 38 jogos, foram 26 vítórias e 12 empates, marcando 73 gols e sofrendo apenas 26. Logo após o apito final no ultimo jogo, cerca de 350mil torcedores invadiram as ruas de Londres para comemorar o título. Naquela temporada o time ficou invicto por 49 jogos somando todas as competições, feito que até então nunca tinha acontecido com algum clube inglês, além de até hoje, não baterem esse recorde.

Foto do time campeão invicto na temporada 2003/2004.

Desde a chegada de Arsene Wenger no Arsenal em 1996, o treinador adotou uma postura para a contratação de jogadores que ficou conhecida como “ young soccer” (futebol jovem), ou seja, o clube não se preocupa em contratar jogadores “medalhões” e sim jovens que se destacam por caracteristicas unicas. Podemos citar dois grandes nomes atuais do time com baixa idade, o capitão “Cesc Fàbregas” e “Samir Nasri”, ambos com 23 anos, além do maior artilheiro dos Gunners, o frances “Thierry Henry”, que chegou ao clube com 22 anos de idade.

Rivais.

O principal clássico para o Arsenal é o chamado “North London Derby”, disputado contra o Tottenham Hotspur. As duas equipes são historicamente rivais por serem da mesma região  Norte de Londres.

Além do Tottenham, o Arsenal tem grande rivalidade com o Chelsea e West Ham, pois os dois também são de Londres. Manchester United e Liverpool são outros dois grandes clubes rivais dos Gunners.

Estádio.

Emirates Stadium. Inaugurado em 22 de Julho de 2006 e tem capacidade para 60.432 espectadores.

Jogadores que mais atuaram com a camisa do Arsenal e os maiores artilheiros.


@dalessia

Alegria do Povo “Mané Garrincha”

Com seu estilo original de jogar, com seus dribles abusados e com suas jogadas divertidas ele conseguiu escrever seu nome na história do futebol brasileiro. Vamos falar um pouco da Manoel Francisco dos Santos, o famoso Garrincha.Quem gostaria de ficar famoso por ter as pernas tortas?Ele tinha uma diferença de 6 cm que separava seus joelhos. Hoje em dia com a vaidade no auge é difícil imaginar, mais isso não o incomodava. Seu estilo de jogar era irreverente e por diversas vezes voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.

Sua carreira no mundo futebolístico começou no time amador, Pau Grande Esporte Clube, não teve chance de jogar logo porque, além da sua pouca idade, o técnico Carlos Pinto temia expor o garoto aos fortes zagueiros dos times adversários, por este motivo transferiu-se para o Serrano.

Depois de algum tempo, Garrincha foi tentar a sorte em algum clube da capital. Procurou o Flamengo, o Fluminense e o Vasco, mas com suas pernas tortas, não lhe deram atenção, após isso foi convidado para fazer um teste no Botafogo, seu teste encantou o treinador da época que era Carlos Pinto. No primeiro treino deixou Nilton Santos completamente louco quando jogou uma bola por entre as suas pernas e deu outros dribles incríveis. Ao término do treino o próprio Nilton Santos recomendou aos dirigentes a contratação do jogador. Eis que surge na década de 50 no Botafogo, um jovem de pernas tortas que gostava de caçar passarinhos e que fez parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagalo, Didi, Amarildo e Nilton Santos, entre outros.

Os dribles de Garrincha levaram o Botafogo ao Título Carioca em 57 na vitória de 6 x 2 sobre o Fluminense, o Botafogo chegou ao bicampeonato carioca de 1961 e 1962.

Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965). Sua passagem pelo Botafogo foi gloriosa, marcou cerca de 242 gols em 614 jogos, tornando-se o terceiro maior artilheiro do clube em todos os tempos.

Defendeu a Seleção Brasileira entre 1955 e 1966, encantou a todos em 3 Copas do Mundo: da Suécia (1958) e do Chile (1962), das quais o Brasil foi campeão, e da Inglaterra (1966). Com Garrincha, o Brasil obteve 52 vitórias e sete empates. Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, passou a ser chamado de Alegria do Povo.

No final da carreira, jogou também no Corinthians, no Flamengo, no Olaria e em outros times brasileiros e estrangeiros. Tentou uma volta ao Botafogo de Zagalo, mas não deu certo. Em 19 de dezembro de 1973, foi realizado um jogo de gratidão para Garrincha, o Maracanã ficou lotado.

Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Mais a vida do craque não era apenas futebol Garrincha gostava muito de farrear. Beber era um dos seus vícios, além de mulheres. Uma artrose nos dois joelhos – uma espécie de desgaste entre o fêmur e a tíbia – acabou com a magia de Mané. Os dribles geniais exigiam muito dos joelhos. E a dor vinha a cada freada ou giro em cima do adversário.

Garrincha viveu seus últimos anos de vida marcados por uma série de episódios trágicos, tentativas de suicídio, acidentes de automóvel e dezenas de internações por alcoolismo… Levava uma vida simples, humilde e abandonado. O adeus veio aos 49 anos, depois de três casamentos e 13 filhos. Garrincha deixava um Brasil saudoso de seus espetáculos em campo. Morria a alegria do povo em 20 de janeiro de 1983 vítima de problemas generalizados causados pelo excessivo consumo de álcool. Para finalizar o Post deixo a vocês o que Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre o gênio Mané Garrincha.

“Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é, sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.”


Deixe seu comentário! Dúvidas, críticas ou sugestões enviem  para o email: futesalto@gmail.com ou mande um twit para @futesalto

@karoldayane

As melhores seleções de todos os tempos – Hungria de 54

Essa semana eu gostaria de inaugurar a sessão “As melhores seleções de todas as Copas do mundo”. Nome um pouco grande né? Eu pretendo apresentar a vocês as seleções que fizeram história dentro do futebol mundial e para inaugurar a sessão eu começo com a quase imbatível Hungria de 1954.

O primeiro ponto que se pode destacar é o fato como a seleção Húngara jogava, ela adaptou o esquema “W.M”,(esse esquema era chamado assim, pois a disposição dos jogadores dentro do campo formavam estas letrastrês zagueiros, dois volantes, dois meias e três atacantes), e o transformou em “W.W”, onde o seu centroavante jogava um pouco mais recuado para buscar jogo e de quebra confundir a zaga adversária. O treinador Gusztav Sebes teve essa ideia de recuar o seu centroavante devido as limitações físicas do seu atleta, mas esta importante alteração fazia com que o zagueiro central ficasse confuso, pensando se deveria sair e acompanhar Hidegkuti, deixando assim uma abertura na defesa ou se ficava parado esperando o mesmo dominar a bola com liberdade.

Sem a bola  Hungria fazia com que um de seus volantes recuasse para a defesa e formava uma linha de 4 defensores (inclusive, foi esse esquema que originou o sistema táticos 4-2-4 da seleção Brasileira campeã de 1958).

O segundo ponto que podemos destacar desta grande seleção é o preparo físico de seus atletas. Os jogadores não tinham posições fixas, eles trocavam de posição constantemente (foi a partir desta ideia que foi baseado o famoso “Carrossel Holandês” (em outra oportunidade falarei sobre esta grande seleção, da qual eu sou fã).

O terceiro ponto eram os jogadores desta seleção, apesar de dos nomes complicados, todos jogavam muito, mas principalmente Hidegkuti, que foi um dos destaques do time no chamado “Amistoso do Século” disputado no dia 25 de novembro de 1953, jogo entre a seleção Húngara ( até então, invicta desde 1950 com 19 vitória em 22 jogos ) e a seleção Inglesa, que jamais havia perdido no estádio de Wembley (9 anos sem perder no estádio). O primeiro gol do jogo foi anotado por ele aos 43 SEGUNDOS do primeiro tempo, o gol foi tão bonito que parte dos torcedores aplaudiram o gol durante 26 segundos (não se celebrava tanto um gol antigamente ), sem falar que sua atuação tanto nas olimpíadas de 1952 quanto na copa foram fundamentais para o grande futebol apresentado pela equipe.

O outro destaque do time era Bozsik, ele era o homem que equilibrava o time, permitia que o time atacasse com força total e evitava que a defesa tomasse muitos gols, amigo da principal estrela do time, Puskas. Foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Hungria, nada menos do que 101 vezes.

O principal destaque dessa histórica seleção era o seu genial atacante, Ferenc Puskas. Considerado um dos melhores jogadores do século XX, vestiu a camisa da Hungria por 85 vezes e fez um total de 84 gols, quase que 1 por partida. Conseguia fazer uma leitura impressionante do jogo e mudar totalmente o time caso fosse preciso, era um técnico em campo. Habilidade não lhe faltava nunca. Dizem que a Hungria de 1954 só perdeu porque ele não estava 100%. Atuou pelo Real Madrid da Espanha, onde jogou de 1958 até 1966, participou de 182 partidas e marcou um total de 157 gols.

A seleção Húngara conquistou as Olimpíadas de 1952 de forma invicta e só não conquistou a Copa do Mundo de 1954 (perdeu para a Alemanha na final) por pura falta de sorte e pelo gol mau anulado de Puskas, faltando 2 minutos para o termino da partida.

@tiagosemh

@futesalto

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