Blog sobre futebol, voltado para as mulheres

Arquivo para a categoria ‘Grandes Ídolos.’

Muricy Ramalho

Ele está fazendo um ótimo trabalho no Fluminense e com certeza se o titulo de Campeão Brasileiro for conquistado Muricy Ramalho escreverá o seu nome na galeria de grandes ídolos do clube carioca.

No começo de sua carreira a impressa chegou a dizer que Muricy seria o sucessor de Pelé. Assim como de costume (claro que temos algumas exceções) começou sua carreira no futebol ainda criança, Como jogador, Muricy deu os primeiros passos nas categorias de base do São Paulo Futebol Clube chegou ao time através de um amigo de seu pai em 1965. Ele era um jogador habilidoso, com boa chegada na área, desempenhava o papel de autêntico meia-direita. Alem disso, o jogador que gostava de rock chamava atenção por seus cabelos compridos, chegou a ficar afastado do time por não querer cortar o cabelo. Ao todo ele jogou 177 partidas pelo clube.

Em 1977 todos afirmavam que Muricy seria titular da Seleção Brasileira em 78, só que as coisas não caminharam tão bem assim para o jogador, que em maio do mesmo ano durante uma partida no Campeonato Paulista ele torceu o joelho e os medico disseram no inicio que ficaria 3 meses sem jogar mais a volta aos gramados ocorreu só 1 ano depois. Na volta jogou poucas partidas e foi para o time Puebla do México, mais devido a serie de contusões Muricy decidiu encerrar sua carreira como jogador em 1980. Foi assim que ele iniciou sua carreira de técnico no próprio Puebla em 1993. No ano seguinte foi para o São Paulo para ser auxiliar técnico de Telê Santana. Chegou a treinar os reservas do time, e quando o Saudoso Telê teve que sair do Tricolor Paulista assumiu a equipe titular por 6 meses quando foi substituído por Carlos Alberto Parreira.

O apse como técnico ocorreu em 2001, quando ele tirou o Náutico da fila de 11 anos sem conquistar o Campeonato Pernambucano, o detalhe fica por conta de que isso ocorreu no ano do centenário do clube. Foi Bicampeão em 2002.

Passou pelo Figueirense e ajudou o time a escapar da zona de rebaixamento. Assumiu o Internacional e conquistou o Campeonato Gaúcho 2003, saiu do time e foi para o São Caetano e lá conquistou o Campeonato Paulista de 2004. Voltou para o Internacional também em 2004 e terminou o Campeonato Brasileiro em 8º lugar.  Tudo indicava que o técnico alcançaria a gloria de ser campeão Brasileiro em 2005, só que por conta de uma conturbada arbitragem, 11 partidas foram anuladas e o titulo então foi para o clube do Corinthians, deixando ao Inter a amarga 2ª colocação.

Em 2006 viria à redenção, Muricy deixou o Inter e retornou para o São Paulo lá o treinador teve a oportunidade então de ser Campeão Brasileiro. Venceu junto com o clube o campeonato brasileiro de 2006,2007 e 2008. No Tricolor teve decepções como as eliminações da Taça Libertadores.

Eleito pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), o 14º melhor treinador do mundo e o primeiro brasileiro da lista. Além disso, renovou seu contrato com o São Paulo até o fim de 2009. Após a derrota para o Corinthians na Semi-final do Campeonato Paulista e a Eliminação do time da Libertadores Muricy foi demitido do clube.

Assumiu o time do Palmeiras que chegou a ser líder do Campeonato Brasileiro, só que por fim o clube não chegou nem a conquistar a vaga da tão sonhada Libertadores deixando a vaga então para o Cruzeiro. O final da historia com o clube veio após um ruim começo no Campeonato Paulista e com a derrota por 4×1 para o São Caetano.

Foi contratado pelo Fluminense no dia 27 de abril de 2010 (cerca de 2 meses após sua demissão no Palmeiras). Em julho chegou a ser o técnico mais cotado para a Seleção Brasileira, porem, negou o pedido e decidiu permanecer no clube carioca.

O não a Seleção deu inicio a briga por mais um titulo Brasileiro na sua carreira. O técnico vem então desempenhado um excelente trabalho no clube. Hoje restando apenas 2 rodadas o time é líder da competição e depende somente dele para ser campeão. O time tem 65 pontos, 18 vitórias, 11 empates e apenas 7 derrotas, o aproveitamento do clube é de 60,2% e o que tudo indica é que Muricy novamente vai levantar a taça de Campeão Brasileiro.

E vocês o que acham? Muricy vai carimbar mais um titulo em sua carreira?

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@karoldayane

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Rei Pelé “Comandante da Paz”

O Rei Pelé é homenageado no Rio de Janeiro pelo Exército Brasileiro. Esta homenagem o coloca entre os imortais do Exército.

Aos 18 anos Pelé iniciou sua vida militar no 6º grupo de artilharia de costa, na Praia Grande-SP, e mesmo sendo conhecido mundialmente como jogador, continuou prestando serviço militar com toda humildade.

 “Eu fiz tudo que um soldado raso tinha que fazer. Limpava coturno, engraxava, lavava roupa.”

 “O Exército me deu disciplina,  educação, me tornou cidadão e me ensinou a trabalhar em grupo.”

 O Rei relembrou momentos de sua trajetória profissional em que foi um comandante da paz.

 Com o esporte o jogador conseguiu dar trégua em duas guerras. A 1º foi em 1969 vestindo a camisa do Santos. O Santos jogou contra a seleção do Congo. A cidade que ocorreu a partida estava em guerra civil contra uma cidade vizinha e somente aconteceu a partida porque os jogadores solicitaram as cidades que cessassem fogo durante a partida e em troca fizeram duas partidas em cada cidade.

 “É uma lembrança maravilhosa ver que você pôde parar uma guerra ao menos por alguns dias – comenta o Rei.”

 O 2º episódio aconteceu em 1975. Pelé fez com que o mundo registrasse uma das cenas inesquecível, juntou cristãos, muçulmanos e judeus em um único estádio no Oriente Médio. O rei possibilitou o adiamento de uma guerra que estava preste a acontecer, fez com que os países em conflito parassem para ver o ídolo jogar futebol.

“Eu fico triste em ver que o nosso governo não dá a atenção devida ao esporte e ás crianças. Mas agradeço a deus pelas mensagens de paz que eu fui capaz de mandar ao mundo – diz Pelé”

É impressionando ver que um esporte pode fazer a diferença na vida das pessoas. A força que impulsiona o público a parar tudo que esta fazendo apenas para ver uma partida de futebol é maravilhoso. Não sei se existe alguma teoria ou estudo sobre este magnetismo, mais um jogador como o Rei Pelé em campo deve ser um ápice do mundo futebolístico e deve ser eternizado para toda vida.

O maestro da Folha Seca: Didi

Waldir Pereira, mais conhecido por Didi, é considerado um dos melhores e mais elegantes jogadores de futebol de todos os tempos. Como jogador, passou por clubes como Fluminense, Botafogo, São Paulo e Real Madrid. No Fluminense ganhou o apelido de “O Principe Etíope” dado pelo grande dramaturgo Nelson Rodrigues, que era torcedor fanático do clube das Laranjeiras.

No Botafogo de Futebol e Regatas participou daquele antológico time que contava com craques e lendas do futebol como: Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. Ainda pela Estrela Solitária chegou a conquistar o tricampeonato carioca em 1957, 1961 e 1962.

No Real Madrid, formou um trio de ataque dos sonhos completado por Di Stéfano e Puskas. No entanto, no clube merengue, não pode mostrar todo seu futebol, segundo comentários de bastidores era vítima de perseguição pelos próprios companheiros em um movimento que era liderado por Di Stéfano.

Pelo São Paulo também não brilhou muito, o elenco era extrememanete limitado, pois o tricolor estava mais empenhado na contrução de seu estádio, do que na formação de um time forte que tivesse condições de disputar títulos. Mas, foi pela Seleção Brasileira que ele se consagrou, campeão dos Mundiais de 1958 e 1962, sendo eleito o melhor jogador deste primeiro, Didi não era somente um maestro em campo, também é o criador da “Folha Seca”, terror dos goleiros adversários, essa técnica consisitia em um poderoso chute de trivela que era tanto imprevisivel quanto fatal, considerada sua marca registrada, esse lance o acompanhou pelo resto de sua carreira de jogador profissional, ela ficou conhecida após uma partida contra a Seleção do Peru em jogo válido pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 1958, após isso difundiu-se pelo mundo, mas nunca houve quem conseguisse executá-la com tanta destreza e classe como seu criador. O jogador ainda carrega em seu currículo a proeza de ter sido o autor do primeiro gol no Maracanã em 1950, na oportunidade ela defendia a Seleção Carioca.

Após pendurar as chuteiras, Didi investiu na carreira de técnico, tendo inclusive participado de mais uma Copa do Mundo, em 1970 foi técnico da Seleção do Peru no torneio mundial que estava sendo disputado no México, curiosamente a primeira partida na Copa foi justamente contra a Seleção Brasileira, que deu um chocolate de 4 á 2 em cima dos peruanos. Como terinador ele ainda trabalhou em clubes como: Sporting Cristal (Peru), Fenerbaçe (Turquia), Fluminense, Botafogo e Cruzeiro.Presença constante e obrigatória em todas as listas de melhores jogadores do século XX, o mestre da folha seca morreu aos 71 anos no Hospital Público Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, em 12 de Maio de 2001. Didi, foi mais um de sua geração brilhante que morreu praticamente na miséria, mas, como diria Nénem Prancha, ex-roupeiro do Botafogo e um profundo conhecedor do futebol “Quem o vê andando pela rua, mesmo sem saber quem é, diz logo: esse crioulo é algum troço na vida”.



@dai_reginato

Divino, Ademir da Guia.

Um jogador que atuava com classe e habilidade! É assim que começo o post sobre Ademir da Guia. Muitas pessoas acham que o maior ídolo do Palmeiras é o goleiro Marcos, concordo que o goleiro é um dos ídolos Palmeirenses e que já teve momentos decisivos com o clube, mais tenho certeza que o maior ídolo de toda a historia do time é, o “Divino” que vestiu a camisa por mais ou menos 16 anos, e não é a toa que tem um busto de bronze nos jardins do estádio Palestra Itália.

Vamos relembrar os momentos mais marcantes da historia desse grande craque.

Os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: o ódio ao Corinthians e no amor ao jogador que conquistou diversos títulos para time.

Ademir da Guia é filho do zagueiro brasileiro Domingos da Guia, chamado de “O Divino Mestre”, considerado um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro. O clube que revelou o jogador foi o Bangu-RJ e em 1961 veio para a cidade de São Paulo jogar pelo Palmeiras.

Com Ademir da Guia e outros jogadores começava a ser formada a maior equipe da história do Palmeiras. A “Academia”, (apelido que foi dado às equipes que marcaram o clube nas décadas de 1960 e 1970). Como maestro, Ademir regia o meio campo ao lado de seu grande amigo Dudu. Costumava-se dizer que Ademir da Guia não corria em campo, mas desfilava tal era a elegância de suas passadas.

Os brasileiros falam bastante da era Pelé, mais o que poucos lembram é que em meio a essa “Era”, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

Seu ápice ocorreu em 1972 onde conquistou diversos títulos pelo Verdão. Foi campeão Brasileiro e no mesmo ano eleito o melhor jogador da competição.

Em 16 anos, foram inúmeros títulos. Entre os mais importantes, 5 vezes campeão paulista (1963, 66, 72, 74 e 76), 2 vezes campeão do Robertăo (1967, 69), campeão da Taça Brasil (1967), Torneio Rio São Paulo (1965) 2 Campeonatos Brasileiros (1972 e 73).
Habilidoso, inteligente, possuía a virtude de manter a calma e a serenidade nas horas difíceis. Seu toque de bola era refinado e seu arremate preciso, embora preferisse dar a assistência em vez de fazer o gol.

Apesar de um enorme talento e diversas qualidades o jogador não teve grandes atuações pela Seleção Brasileira, atuou apenas 12 vezes. Quem presenciou seu estilo de jogar e hoje vê a atual seleção não acredita que um jogador de tal nível foi pouco aproveitado. Sua primeira chance apareceu apenas em 1965. Sob o comando de Vicente Feola, foi titular da seleção em 3 partidas amistosas (vitórias de 5 a 1 sobre a Bélgica e 2 a 1 sobre a Alemanha e empate em 0 a 0 contra a Argentina). Na Copa de 74, apesar de estar no auge de sua forma física e técnica, mesmo aos 33 anos, não ficou nem no banco de reservas em todas as partidas-exceto na disputa do terceiro lugar contra a Polônia. Apesar de não ter uma historia com a seleção Ademir garante que não é frustrado por não ter tido muitas chances e garante que isso fez com que ele se aprimorasse mais, a cada dia.

Ademir da Guia é o recordista de partidas com a camisa alviverde, com 901 jogos entre 1961 e 1977, e considerado por muitos o maior jogador da história do clube do Parque Antártica. Nos 16 anos em que vestiu a camisa 10 da equipe, o meio-campista marcou 153 gols – é o 3 maior goleador da história Palmeirense, atrás apenas de Heitor (284) e César Maluco (180).

Porem o destino não reservou uma despedida alegre para Ademir, seu último jogo foi uma derrota por 2 a 1 contra o Corinthians em novembro de 1977. Ademir só jogou meio tempo, pois já se encontrava com problemas respiratórios. Saiu no intervalo e nunca mais voltou. A despedida oficial, no entanto, ocorreu 7 anos depois, em 23 de janeiro de 1984, em um jogo com amigos.

Hoje, dá aulas em escolinhas de futebol. Mantém o mesmo estilo que os torcedores do Palmeiras conhecem muito bem.

Para aqueles que desejam saber mais da historia do jogador fica aqui uma dica: O jornalista Kleber Mazziero de Souza, que escreveu sua biografia intitulada “Divino – A vida e a arte de Ademir da Guia”.

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@karoldayane

Copa de 70

No meu post anterior comentei sobre a homenagem que o Prêmio Craque Brasileirão vai prestar aos Tricampeões da Copa de 70 merecidamente. Por este motivo nada mais digno escrever um post sobre os fatos que marcaram o mundo do futebol com esta edição da Copa.

A Copa do Mundo de 1970 ocorreu no México entre 31 de Maio a 21 de Junho, contou com participação de 16 seleções, sendo os países da: União Soviética, México, Belgica, El Salvador, Itália, Uruguai, Suécia, Israel, Brasil, Inglaterra, Romênia, Tchecoslováquia, Alemanha Ocidental, Peru, Bulgária e Marrocos.

Esta competição foi marcado pelos seguintes acontecimentos:

  • Primeira Copa que aconteceu na América do Norte;
  • O Brasil se tornou a 1º equipe a ter o título de campeão mundial por três vezes, por este motivo foi permitido a posse definitiva da Taça Jules Rimet, infelizmente a taça foi roubada na sede da CBF, há especulações de que foi derretida e vendido como ouro. Ficamos apenas com uma réplica;
  • Última Copa do Rei Pelé com apenas com 29 anos;
  • Primeira Copa a ser televisionada em cores;
  • Mudança no critério de desempate, levando em consideração o saldo de gols, e se por ventura ocorresse empate no número de gols, o desempate se daria por sorteio;
  • As substituições foram permitidas pela 1º vez, podendo serem feitas duas alterações durante o jogo;
  • 1º Copa a utilizar os cartões amarelo para advertência e vermelho para expulsão;
  • O gol mais bonito de 70 é do Brasil, gol de Carlos Alberto;
  • O mascote da Copa foi um garoto mexicano, chamado Juanito;
  • Governo Brasileiro tirou proveito da conquista, esta época foi conhecida como o Milagre Brasileiro e tinha o hino “Pra Frente Brasil”.
  • Disputa ideológica – Guerra Fria

Esta Copa deu o que falar, principalmente para o Brasil que tinha os melhores jogadores, e por isso fez uma bela campanha.

Campanha do Brasil

1ª Fase: Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia / Brasil 1 x 0 Inglaterra / Brasil 3 x 2 Romênia

Quartas de Finais: Brasil 4 x 2 Peru

Semi Finais: Brasil 3 x 1 Uruguai

Final: Brasil 4 x 1 Itália (Gols de: Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto)

Saldo: 6 jogos / 6 vitórias / 19 gols feitos / 7 gols tomados

A Copa de 70 foi sem dúvida uma das melhores edições, a seleção brasileira contou com grandes jogadores em campo, que deram um show no gramado, e o mais importante jogadores que fizeram história em times nacionais.

É verdade que hoje os tempos mudaram e uma seleção igual a essa vai ser difícil de escalar, a maioria dos craques jogam fora e a individualidade em campo é notável. Quem sabe na Copa de 2014 teremos sorte com uma seleção que encante e faça história no gramado brasileiro.

@futesalto

Alegria do Povo “Mané Garrincha”

Com seu estilo original de jogar, com seus dribles abusados e com suas jogadas divertidas ele conseguiu escrever seu nome na história do futebol brasileiro. Vamos falar um pouco da Manoel Francisco dos Santos, o famoso Garrincha.Quem gostaria de ficar famoso por ter as pernas tortas?Ele tinha uma diferença de 6 cm que separava seus joelhos. Hoje em dia com a vaidade no auge é difícil imaginar, mais isso não o incomodava. Seu estilo de jogar era irreverente e por diversas vezes voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.

Sua carreira no mundo futebolístico começou no time amador, Pau Grande Esporte Clube, não teve chance de jogar logo porque, além da sua pouca idade, o técnico Carlos Pinto temia expor o garoto aos fortes zagueiros dos times adversários, por este motivo transferiu-se para o Serrano.

Depois de algum tempo, Garrincha foi tentar a sorte em algum clube da capital. Procurou o Flamengo, o Fluminense e o Vasco, mas com suas pernas tortas, não lhe deram atenção, após isso foi convidado para fazer um teste no Botafogo, seu teste encantou o treinador da época que era Carlos Pinto. No primeiro treino deixou Nilton Santos completamente louco quando jogou uma bola por entre as suas pernas e deu outros dribles incríveis. Ao término do treino o próprio Nilton Santos recomendou aos dirigentes a contratação do jogador. Eis que surge na década de 50 no Botafogo, um jovem de pernas tortas que gostava de caçar passarinhos e que fez parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagalo, Didi, Amarildo e Nilton Santos, entre outros.

Os dribles de Garrincha levaram o Botafogo ao Título Carioca em 57 na vitória de 6 x 2 sobre o Fluminense, o Botafogo chegou ao bicampeonato carioca de 1961 e 1962.

Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965). Sua passagem pelo Botafogo foi gloriosa, marcou cerca de 242 gols em 614 jogos, tornando-se o terceiro maior artilheiro do clube em todos os tempos.

Defendeu a Seleção Brasileira entre 1955 e 1966, encantou a todos em 3 Copas do Mundo: da Suécia (1958) e do Chile (1962), das quais o Brasil foi campeão, e da Inglaterra (1966). Com Garrincha, o Brasil obteve 52 vitórias e sete empates. Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, passou a ser chamado de Alegria do Povo.

No final da carreira, jogou também no Corinthians, no Flamengo, no Olaria e em outros times brasileiros e estrangeiros. Tentou uma volta ao Botafogo de Zagalo, mas não deu certo. Em 19 de dezembro de 1973, foi realizado um jogo de gratidão para Garrincha, o Maracanã ficou lotado.

Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Mais a vida do craque não era apenas futebol Garrincha gostava muito de farrear. Beber era um dos seus vícios, além de mulheres. Uma artrose nos dois joelhos – uma espécie de desgaste entre o fêmur e a tíbia – acabou com a magia de Mané. Os dribles geniais exigiam muito dos joelhos. E a dor vinha a cada freada ou giro em cima do adversário.

Garrincha viveu seus últimos anos de vida marcados por uma série de episódios trágicos, tentativas de suicídio, acidentes de automóvel e dezenas de internações por alcoolismo… Levava uma vida simples, humilde e abandonado. O adeus veio aos 49 anos, depois de três casamentos e 13 filhos. Garrincha deixava um Brasil saudoso de seus espetáculos em campo. Morria a alegria do povo em 20 de janeiro de 1983 vítima de problemas generalizados causados pelo excessivo consumo de álcool. Para finalizar o Post deixo a vocês o que Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre o gênio Mané Garrincha.

“Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é, sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.”


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@karoldayane

Os Tricampeões da Copa de 70 e Ronaldo serão homenageados no Prêmio Craque Brasileirão 2010

Esta premiação tem objetivo de premiar jogadores que se destacam nas competições nacionais e homenagear os grandes jogadores que fazem e fizeram alegria do povo brasileiro nos gramados.

Nesta edição a bola da vez será os craques tricampeões do mundo na Copa de 70 em comemoração aos 40 anos do título.

Infelizmente um dos jogadores principais do time vencedor no México o Pelé não estará presente na homenagem, sua agenda esta cheia para a data da premiação, que ocorrerá no dia 6 de dezembro no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Já o nosso querido Ronaldo não será esquecido do Prêmio Craque do Brasileirão, apesar de toda a dificuldade para retornar ao campo o craque será o grande homenageado da noite. Para saber mais sobre a história do craque, leia o post https://futesalto.wordpress.com/2010/11/02/ronaldo-maior-artilheiro-das-copas/ 

Teve algumas mudanças este ano em relação a escolha dos vencedores, desta vez acontecerá duas apurações. No dia 17  jornalistas, técnicos e jogadores, devem apontar três indicados em cada categoria de melhor jogador, técnico, árbitro, craque do campeonato e revelação. A partir de então nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro, a cargo de um colégio eleitoral restrito será eleito os vencedores.

Quem será os indicados e vencedores ? Neste ano tivemos bons profissionais em campo acho que vai ser dificil escolher.

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