Blog sobre futebol, voltado para as mulheres

Arquivo para novembro, 2010

Esquema Tático

Sei que estão acostumados com meus posts sobre Grandes Ídolos do Futebol, só que hoje resolvi mudar e falar sobre Esquemas Táticos.

O esquema tático é a forma que o técnico escala sua equipe dentro de campo, cada um tem um estilo de jogo e o esquema tático depende também da orientação que o jogador recebe.

O principal intuito é atacar e defender com a mesma eficiência. Alguns mais ofensivos outros mais defensivos e com diferentes formas de se tornar equilibrado.

Como cada técnico tem suas preferências vou falar apenas de alguns, já que existem esquemas não tão usados, estes são usados geralmente por times pequenos.

Carrossel Holandês

Em 1974 a seleção Holandesa usou um esquema tático que muitos definem como perfeita. O técnico e gênio Rinus Michels criou 3 fundamentos que espantaram o mundo futebolístico. Sua tática ficou conhecida como Futebol Total.

O time marcava o adversário ainda no campo de defesa anulando a tentativa de ataque. Avançava seus jogadores de defesa, todos juntos, em linha, deixando os atacantes adversários impedidos na hora do lançamento. Fazia com que seus jogadores trocassem de posição por diversas vezes no jogo impedindo assim uma marcação individual. A qualidade dos passes de cada jogador holandês, e o domínio da posse de bola foram às características que fizeram o esquema dar certo. Tendo o controle da bola e não errando passes o time podia fazer as trocas verticais o que deixava a equipe adversária desnorteada com aquele corre-corre com variações de toques curtos e lançamentos.

2-3-5

Considerado o esquema mais ofensivo do futebol, pode ser chamado de pirâmide, os jogadores são escalados da seguinte forma: 2 zagueiros, 3 meias ofensivos e 5 atacantes. A atuação do ataque consiste em, 2 meias um pouco recuados, 2 pontas bem abertos e o centro-avante artilheiro. O risco desse esquema é o contra-ataque.

4-2-4

Baseado no ataque. Dizem o esquema foi criado pelo São Paulo Futebol Clube utilizado nas décadas de 40 e 50, não só pelo time mais também pelos adversários. 4 defensores, 2 meio-campos e 4 atacantes.

Os laterais atuam na defesa auxiliando os zagueiros e por isso não avançam muito. Quando o time não esta atacando 2 dos 4 atacantes retornam para auxiliar os meio campistas.

5-3-2

Tática defensiva criada nos anos 90. Utilizada para segurar algum resultado, ou quando se tem algum jogo difícil. Os defensores contam com os laterais, há o líbero, e mais dois zagueiros. Os meias avançam junto com os atacantes e também voltam, os atacantes permanecem na mesma posição. Nunca os dois laterais avançam.

Esquemas mais utilizados.

3-5-2

Opção menos defensiva que o 4-4-2. É um esquema com 3 jogadores na defesa (o ultimo jogador da defesa é conhecido como libero, desarma o adversário, orienta a defesa e cria jogadas de ataque) 5 jogadores no meio-campo e 2 jogadores no ataque.

4-5-1

Permite uma melhor distribuição dos jogadores em campo. Normalmente os jogadores ficam atrás da linha da bola participando diretamente da marcação. Permite uma transição rápida para o ataque.  4 defensores (2 zagueiros centrais e 2 laterais), 5 jogadores de meio-campo e apenas 1 atacante,

4-4-2

Muito utilizado principalmente aqui no Brasil, permite uma variação de posicionamentos, principalmente do meio de campo para frente, os 2 laterais se alternam no momento do apoio ao ataque, 1 volante mais centralizado e outro que faça a cobertura dos laterais, 2 meias que participam da marcação e chegue bem a frente, 1 atacante mais “de área” e outro com boa movimentação. Tem boa distribuição dos jogadores em campo, pode ser ofensivo ou defensivo com pouca alterações.

4-3-2-1

Esquema utilizado pelas 3 melhores seleções da Copa do Mundo de 2010, inclusive as finalistas Holanda e Espanha. É um sistema tático bastante equilibrado que pode sofres variações a partir da posse de bola. Consiste em uma linha de 4 defensores (2 zaqueiros e 2 laterais) 2 volantes 3 meias ou meias-atacantes e 1 centroavante.

O que acharam? Faltou algum esquema tático importante na opinião de vocês?

Deixe seu comentário! Dúvidas, críticas ou sugestões enviem  para o email: futesalto@gmail.com ou mande um tuit para @futesalto

@karoldayane

Jogador + Técnico + Torcida = Futebol

O que esperar de uma partida de futebol? Tah bom, seu time jogando bem e fazendo gols, ok sempre esperamos isto, mas pra chegar à este resultado, temos que contar com os jogadores, técnico e a torcida, tudo isto em sincronia e durante 90 minutos (sem contar os acréscimos).

  • Os jogadores precisam estar entrosados, seguir as ordens do professor e darem o melhor de si em campo.

  • O técnico é o grande professor, planeja e coordena o time.

  • A torcida incentiva o time; grita, pula e apóia. 

Estes três quesitos são essenciais para o futebol arte, um depende do outro. E unidos podem fazer a diferença no resultado da partida.

Principalmente em uma partida, onde tudo pode acontecer. É bom estar atento à todos os lances (novidades) que diz respeito ao seu time.

Podemos destacar os lances polêmicos, como pênalti por exemplo. Se não for bem marcado pelo juiz acaba se tornando assunto por um bom tempo e quem perde com isto é a mãe do juiz. A torcida xinga mesmo.

Nesta quarta-feira teremos a Seleção Brasileira em campo e com certeza veremos estes quesitos no estádio Khalifa no Qatar, grandes jogadores como Ronaldinho Gaúcho, o técnico Mano e uma torcida incrível vestida de verde e amarelo.

Apesar de ser apenas um amistoso esperamos muito da seleção, esperamos ver o espetáculo (torcida) e a arte do futebol (técnico e jogador) no gramado.

@futesalto

O maestro da Folha Seca: Didi

Waldir Pereira, mais conhecido por Didi, é considerado um dos melhores e mais elegantes jogadores de futebol de todos os tempos. Como jogador, passou por clubes como Fluminense, Botafogo, São Paulo e Real Madrid. No Fluminense ganhou o apelido de “O Principe Etíope” dado pelo grande dramaturgo Nelson Rodrigues, que era torcedor fanático do clube das Laranjeiras.

No Botafogo de Futebol e Regatas participou daquele antológico time que contava com craques e lendas do futebol como: Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. Ainda pela Estrela Solitária chegou a conquistar o tricampeonato carioca em 1957, 1961 e 1962.

No Real Madrid, formou um trio de ataque dos sonhos completado por Di Stéfano e Puskas. No entanto, no clube merengue, não pode mostrar todo seu futebol, segundo comentários de bastidores era vítima de perseguição pelos próprios companheiros em um movimento que era liderado por Di Stéfano.

Pelo São Paulo também não brilhou muito, o elenco era extrememanete limitado, pois o tricolor estava mais empenhado na contrução de seu estádio, do que na formação de um time forte que tivesse condições de disputar títulos. Mas, foi pela Seleção Brasileira que ele se consagrou, campeão dos Mundiais de 1958 e 1962, sendo eleito o melhor jogador deste primeiro, Didi não era somente um maestro em campo, também é o criador da “Folha Seca”, terror dos goleiros adversários, essa técnica consisitia em um poderoso chute de trivela que era tanto imprevisivel quanto fatal, considerada sua marca registrada, esse lance o acompanhou pelo resto de sua carreira de jogador profissional, ela ficou conhecida após uma partida contra a Seleção do Peru em jogo válido pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 1958, após isso difundiu-se pelo mundo, mas nunca houve quem conseguisse executá-la com tanta destreza e classe como seu criador. O jogador ainda carrega em seu currículo a proeza de ter sido o autor do primeiro gol no Maracanã em 1950, na oportunidade ela defendia a Seleção Carioca.

Após pendurar as chuteiras, Didi investiu na carreira de técnico, tendo inclusive participado de mais uma Copa do Mundo, em 1970 foi técnico da Seleção do Peru no torneio mundial que estava sendo disputado no México, curiosamente a primeira partida na Copa foi justamente contra a Seleção Brasileira, que deu um chocolate de 4 á 2 em cima dos peruanos. Como terinador ele ainda trabalhou em clubes como: Sporting Cristal (Peru), Fenerbaçe (Turquia), Fluminense, Botafogo e Cruzeiro.Presença constante e obrigatória em todas as listas de melhores jogadores do século XX, o mestre da folha seca morreu aos 71 anos no Hospital Público Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, em 12 de Maio de 2001. Didi, foi mais um de sua geração brilhante que morreu praticamente na miséria, mas, como diria Nénem Prancha, ex-roupeiro do Botafogo e um profundo conhecedor do futebol “Quem o vê andando pela rua, mesmo sem saber quem é, diz logo: esse crioulo é algum troço na vida”.



@dai_reginato

Favorecimento? [2]

Está em questão a mesma pergunta feita no dia 10/11/2010 aqui no blog, porém vou TENTAR ser imparcial, expor apenas os fatos e deixar para que os leitores tirem suas conclusões.

Como todos sabemos, o Campeonato Brasileiro de 2010 vem chegando ao fim e na disputa pelo título estão apenas três equipes (ou duas, depois do jogo de ontem). Outra coisa que todos sabemos é que o futebol brasileiro sempre foi e sempre será recheado de emoções, polemicas, erros de arbitragem etc.

Ontem no Pacaembu, tivemos uma ‘final’ antecipada entre Corinthians x Cruzeiro, até então os dois entre os três times aspirantes ao titulo brasileiro.

Como poderiamos esperar, o jogo foi acirrado entre as duas equipes do começo ao fim, ambas com oportunidades de gol o jogo inteiro, porém, ninguem conseguia de fato balançar as redes do adversário. Até que aos 42 minutos do segundo tempo, o Sr. Arbitro do partida, Sandro Meira Ricci, vê penalti do zagueiro Gil em Ronaldo e além disso expulsa o defensor Celeste. O mesmo atacante vai para cobrança, converte e da numeros finais ao jogo (1×0).

Abaixo, os melhores momentos da partida e o penalti polêmico:

Com essa vitória, o Corinthians assume provisoriamente a liderança da competição e torce para um tropeço do Fluminense perante ao Goias às 17h no Engenhão.

Bom, agora fica a pergunta: realmente foi penalti? O Corinthians vem sendo perseguido como postado aqui no blog dias atrás?

Deixe sua opinião, pois, agora eu vou deixar de ser imparcial e dar a minha. Sei que nos do blog não podemos ser “clubistas”, deixar a emoção nos levar e falar o que pensamos, porém, estou abrindo uma exceção.

NÃO FOI PENALTI.

É só ter um pouco de percepção e ver que o zagueiro, quando a bola viaja, só repara nela, o atacante de costas não vê também o zagueiro e há um contato NATURAL entre os dois. Jogada normal e segue o jogo, coisa que não aconteceu.

Vou deixar um site, para aqueles que forem curiosos, até mesmo os corintianos, que acessem e vejam que ao que tudo indica, o brasileiro deste ano está no mesmo caminho do de 2005 e coincidencia ou não, com o título possivelmente indo para o mesmo time.

http://www.verdazzo.com.br/dossiegamba2010/

Eu sei que muitos vão falar “mas esse site é feito por torcedores do Palmeiras”. O que não é mentira, assim como os FATOS demonstrados, também não são.

Outra coisa, reparem que na primeira rodada, contra o Atlético-PR, o Corinthians teve um “penalti” muito parecido, ou até pior do que no jogo de ontem.

Opiniões? Criticas? Sugestões? Fiquem a vontade.

@dalessia_

As melhores seleções de todos os tempos – Brasil de 58 Parte 2

Confira a primeira parte deste post aqui

Semi-final

A próxima adversária do Brasil seria a forte seleção francesa, que vinha embalada de uma goleada em cima da Irlanda do Norte. Para se ter uma noção da força da seleção francesa, basta saber que ela terminou o campeonato no 3º lugar e o artilheiro da competição ( Just Fontaine ), além ter dois jogadores escolhidos para o All-Star Team ( Raymond Kopa e Just Fontaine ).

Porém, no dia do jogo, nem mesmo o mais convicto torcedor brasileiro teria apostado no resultado de 5×2 para o Brasil. Se todos ainda estavam impressionados com o desempenho do Brasil contra a União Soviética, desta vez, não conseguiam desgrudar os olhos do campo. Logo aos dois minutos de jogo ( assim como contra a União Soviética )Vavá abria o placar para o Brasil, mas sete minutos mais tarde Just Fontaine empatava o jogo (primeiro gol sofrido pelo Brasil e pelo goleiro Gilmar). Mais depois do gol de Didi, não houve chances para a França. No segundo tempo Pelé se consagrou ao marcar 3 vezes, a torcida ia ao delírio. Nem mesmo o segundo gol francês deu ânimo ao time.

NOVAMENTE O BRASIL ESTAVA EM UMA FINAL, E DESTA VEZ COM MELHORES CHANCES DE SER CAMPEÃ.

Final

A final da copa do mundo seria disputada contra a anfitriã, Suécia. A última barreira, mas nem por isso fácil de se bater, a Suécia fez uma boa campanha durante a Copa inteira, ganhando de México e Hungria e empatando com o País de Gales por 0x0. Além ter passar por cima da Alemanha Ocidental ( campeã da copa passada em cima da Hungria ).

Com toda essa trajetória, nada mais justo do que não subestimar os donos da casa, o Brasil veio basicamente o mesmo do jogo anterior contra a França, com apenas uma modificação (melhor dizendo duas, o Brasil tece de improvisar um uniforme azul, já que a Suécia tinha a preferência de uso do uniforme amarelo), entrara Djalma Santos no lugar do lateral-esquerdo De Sordi.

Depois do apito inicial… bem, depois do apito inicial tudo mais virou história. Depois de um começo de jogo onde ambas as partes apenas estudavam-se, a Suécia abriu o placar, fazendo o primeiro gol da partida, fato esse que não intimidou os craques brasileiros, começando por Garrincha, que logo em seguida obrigou o goleiro adversário a praticar uma grande defesa, depois Pelé que quase marcou aos 7 minutos.

Mas não havia o que os suecos pudessem fazer, depois de uma oportunidade perdida por Garrincha, o sempre matador e ágil Vavá se meteu entre a zaga e com muita raça empatava a partida. Deste momento em diante o Brasil já dominava a partida, Garrincha mesmo marcado por dois fazia o seu espetáculo e começava a penetrar a zaga adversária. A defesa brasileira estava impecável depois do empate, Bellini e Orlando eram os destaques, impedindo os avanços do ataque adversário. Garrincha depois de lindo lance onde se livros dos seus dois marcadores, cruza para Vavá de forma majestosa, que como sempre, NÃO PERDOAVA! Era o desempate da seleção brasileira, o Brasil conseguiu sair no primeiro tempo com a vantagem.

No segundo tempo aos 9 minutos, Pelé faria o gol ( que na minha opinião é o melhor dele, tanto pela importância, como pela jogada em si ) que praticamente matava a partida. Depois de receber um lindo passe de costas para a meta da Suécia, com o zagueiro Gustavsson correndo em sua direção para tentar tomar a bola, mata no peito a bola e sem pensar da um chapéu no zagueiro em direção ao gol, e sem ao menos deixar a bola pingar no chão num sem-pulo , manda para o gol da Suécia, marcando o terceiro gol brasileiro na partida, UM GOLAÇOOO!!! Sem dúvidas o gol mais bonito da Copa de 1958.

Depois disso Zagalo  marcaria o quarto gol brasileiro e a Suécia ainda esboçaria alguma reação com o seu segundo gol na partida, mas a partida era realmente dele, PELÉ! Faltando apenas 30 segundos para o termino da partida, Zagalo invadindo a área acha Pelé desmarcado e cruza para a mais nova estrela mundial do futebol marcar de cabeça e fechar com chave de ouro a atuação brasileira na Copa do mundo de 1958.

Ao termino da Copa, Didi foi eleito Bola de Ouro da Copa ( não é para menos com o futebol apresentado por esse maestro ), Pelé além de ficar com a bola e chuteira de prata foi eleito a revelação da Copa, sem mencionar que foi escolhido para o All-Star Team ( que contou com 6 brasileiro ).

O Brasil de 58 foi eleito até pelos grandes craques do Brasil da Copa de 70 ( creio eu que não só por eles, quem viu e quem ouve falar também deve ter a mesma opinião ) como a melhor seleção brasileira de todos os tempos.

Espero que tenham curtido o meu humilde relato, aparentemente eu acabei me empolgando e escrevi muito, mas quando se fala desta incrível seleção, palavras não bastam.

@tiagosemh

@futesalto

As melhores seleções de todos os tempos – Brasil de 58 Parte 1

Foto da final contra a Seleção da Suécia

Como disse, o meu intuito aqui é trazer um pouco sobre a história do futebol mundial, destacando as melhores seleções de todos os tempos, no post passado eu falei da excelente seleção da Hungria , hoje falarei da melhor seleção brasileira de todos os tempos ( individualmente falando ), espero que gostem.

A copa de 1958 foi marcada por muitas surpresas, por exemplo, a inscrição e classificação da União Soviética, a classificação de todas as nações do Reino Unido ( sendo elas, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia ), a determinação da FIFA de que, nenhuma seleção se classificaria para a Copa sem antes ter disputado ao menos uma partida ( coisa que aconteceu nas Copas anteriores pela desistência de algumas seleções e acho que a maior surpresa desta edição, a eliminação nas eliminatórias da seleção Uruguaia, bicampeã do mundo e semi-finalista em 1954.

O objetivo da seleção brasileira de 1958 era apagar da memória dos brasileiros sua fraca atuação na copa passada e o vice-campeonato de 1950. Missão que no começo parecia mais difícil pelo simples fato do Brasil ter caido em uma chave com duas das favoritas para esta Copa ( Inglaterra e União Soviética ). Porém, esta Copa tinha um diferencial se comparado as duas últimas edições: Não havia um favorito absoluto, em 1954, a Hungria e em 1950, o Brasil, ou seja, bastava apenas ao Brasil ( e brasileiros ) confiar nos seus jogadores para enfrentar seus adversários como iguais.

O técnico Vicente Feola ( Técnico e eterno torcedor São Paulino ), foi o principal motivo para o Brasil conquistar a primeira ( de muitas que o Brasil conquistaria ), tanto pela escolha do esquema tático como pela escolha do elenco. A principal decisão, e talvez a mais sábia dentre tantas, foi a de levar o então menino Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé.

A seleção brasileira jogava no jogava com Zagallo atacando e voltando para marcar no meio-campo, que deu origem ao 4-3-3, esquema que fez com que o Brasil tivesse juntamente com a o País de Gales a melhor defesa do mundial, com apenas quatro gols sofridos. E na frente o trio que fez história Pelé – Garrincha – Vavá.

Grupo 4

Ao lado de Áustria, União Soviética e Inglaterra o Brasil fechava o tão temido grupo 4 ( como disse anteriormente, grupo que contava com dois favoritos ao título ).

O primeiro jogo foi com a fraca Áustria, sem Garrincha o time foi escalado no esquema 4-2-4. Como esperado o jogo correu sem surpresas, o Brasil venceu por 3 a 0, dois de Mazola ( 30m do 1º tempo e no finalzinho do 2º tempo ) e um  de Nilton Santos, vitória essa que encheu de esperanças o torcedor brasileiro.

No segundo jogo viria a primeira pedreira, a Inglaterra. O Brasil veio com a mesma formação do jogo anterior,a única mudança foi a entrada de Vavá  no lugar de Dida. Apesar do empate entre as duas seleções Vavá conseguiu se destacar e assim se tornar titular no time.

O que poderia ser considerado o jogo mais difícil do Brasil até então, estava cercado por desconfiança depois do empate contra a Inglaterra. Aquele futebol do primeiro jogo já não era mais o suficiente para convencer os torcedores, uma derrota poderia significar a desclassificação, já que a Inglaterra ainda jogaria contra a Áustria, bastando uma vitória ( caso o Brasil perdesse ) para se classificar.

Para o jogo contra a União Soviética o Brasil contou com modificações de peso para o elenco, o volante santista Zito, Pelé e Garrincha ( acompanhe o post sobre ele aqui ), entraram jogando nesta partida. Foi um espetáculo a parte a atuação da seleção brasileira neste jogo, o modo como aquele time jogava, a harmonia e o desempenho que mostravam deixaram todos boquiabertos. Zito e Didi comandavam o meio-campo, não demorando para abrir o placar do jogo, o primeiro gol saiu aos dois minutos do primeiro tempo e aos 20 do 2º, ambos gols do veloz atacante Vavá. A vitória sobre a União Soviética não só classificou o Brasil para a próxima fase como também fez com que a seleção fosse considerada uma das principais candidatas ao título desta copa.

Quarta-de-final

O próximo jogo seria contra a melhor defesa da Copa ( ao lado da brasileira ), a seleção do País de Gales. O Brasil entrou em campo com o mesmo time que jogou contra a União Soviética.

Um jogo muito difícil entre as duas melhores defesas do campeonato, só depois de 75 minutos de jogo ( 30 minutos do segundo tempo ), sai o tão esperado gol brasileiro e ainda mais pelos pés do moleque Pelé, um golaço, depois do passe de Didi ele domina no peito, passa do zagueiro com um toque sutil e depois chuta em direção ao gol. Pronto, ali saia o primeiro gol de Pelé em copas do mundo, o mundo começava a ver o futuro rei do futebol.

Esse jogo serviu como teste para o elenco brasileiro, principalmente para os mais novos, Pelé tornou-se titular da camisa 10 da seleção canarinho.

Pessoal o post acabou ficando maior do que eu esperava, então decidi dividi-lo em 2 partes, amanhã trarei a 2º e última parte ( juntamente com o post da minha amiga Josiane ).

Espero que tenham gostado até aqui, o que está por vir é muito mais emocionante. Abraços.

@tiagosemh

@futesalto

*UPDATE: Basta clicar para ler a segunda parte do texto

Divino, Ademir da Guia.

Um jogador que atuava com classe e habilidade! É assim que começo o post sobre Ademir da Guia. Muitas pessoas acham que o maior ídolo do Palmeiras é o goleiro Marcos, concordo que o goleiro é um dos ídolos Palmeirenses e que já teve momentos decisivos com o clube, mais tenho certeza que o maior ídolo de toda a historia do time é, o “Divino” que vestiu a camisa por mais ou menos 16 anos, e não é a toa que tem um busto de bronze nos jardins do estádio Palestra Itália.

Vamos relembrar os momentos mais marcantes da historia desse grande craque.

Os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: o ódio ao Corinthians e no amor ao jogador que conquistou diversos títulos para time.

Ademir da Guia é filho do zagueiro brasileiro Domingos da Guia, chamado de “O Divino Mestre”, considerado um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro. O clube que revelou o jogador foi o Bangu-RJ e em 1961 veio para a cidade de São Paulo jogar pelo Palmeiras.

Com Ademir da Guia e outros jogadores começava a ser formada a maior equipe da história do Palmeiras. A “Academia”, (apelido que foi dado às equipes que marcaram o clube nas décadas de 1960 e 1970). Como maestro, Ademir regia o meio campo ao lado de seu grande amigo Dudu. Costumava-se dizer que Ademir da Guia não corria em campo, mas desfilava tal era a elegância de suas passadas.

Os brasileiros falam bastante da era Pelé, mais o que poucos lembram é que em meio a essa “Era”, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

Seu ápice ocorreu em 1972 onde conquistou diversos títulos pelo Verdão. Foi campeão Brasileiro e no mesmo ano eleito o melhor jogador da competição.

Em 16 anos, foram inúmeros títulos. Entre os mais importantes, 5 vezes campeão paulista (1963, 66, 72, 74 e 76), 2 vezes campeão do Robertăo (1967, 69), campeão da Taça Brasil (1967), Torneio Rio São Paulo (1965) 2 Campeonatos Brasileiros (1972 e 73).
Habilidoso, inteligente, possuía a virtude de manter a calma e a serenidade nas horas difíceis. Seu toque de bola era refinado e seu arremate preciso, embora preferisse dar a assistência em vez de fazer o gol.

Apesar de um enorme talento e diversas qualidades o jogador não teve grandes atuações pela Seleção Brasileira, atuou apenas 12 vezes. Quem presenciou seu estilo de jogar e hoje vê a atual seleção não acredita que um jogador de tal nível foi pouco aproveitado. Sua primeira chance apareceu apenas em 1965. Sob o comando de Vicente Feola, foi titular da seleção em 3 partidas amistosas (vitórias de 5 a 1 sobre a Bélgica e 2 a 1 sobre a Alemanha e empate em 0 a 0 contra a Argentina). Na Copa de 74, apesar de estar no auge de sua forma física e técnica, mesmo aos 33 anos, não ficou nem no banco de reservas em todas as partidas-exceto na disputa do terceiro lugar contra a Polônia. Apesar de não ter uma historia com a seleção Ademir garante que não é frustrado por não ter tido muitas chances e garante que isso fez com que ele se aprimorasse mais, a cada dia.

Ademir da Guia é o recordista de partidas com a camisa alviverde, com 901 jogos entre 1961 e 1977, e considerado por muitos o maior jogador da história do clube do Parque Antártica. Nos 16 anos em que vestiu a camisa 10 da equipe, o meio-campista marcou 153 gols – é o 3 maior goleador da história Palmeirense, atrás apenas de Heitor (284) e César Maluco (180).

Porem o destino não reservou uma despedida alegre para Ademir, seu último jogo foi uma derrota por 2 a 1 contra o Corinthians em novembro de 1977. Ademir só jogou meio tempo, pois já se encontrava com problemas respiratórios. Saiu no intervalo e nunca mais voltou. A despedida oficial, no entanto, ocorreu 7 anos depois, em 23 de janeiro de 1984, em um jogo com amigos.

Hoje, dá aulas em escolinhas de futebol. Mantém o mesmo estilo que os torcedores do Palmeiras conhecem muito bem.

Para aqueles que desejam saber mais da historia do jogador fica aqui uma dica: O jornalista Kleber Mazziero de Souza, que escreveu sua biografia intitulada “Divino – A vida e a arte de Ademir da Guia”.

Deixe seu comentário! Dúvidas, críticas ou sugestões enviem  para o email: futesalto@gmail.com ou mande um twit para @futesalto

@karoldayane

Nuvem de tags